Cara a Cara

«A falta de espaço é inibidora de uma maior e melhor exposição do rico acervo no Museu da Guarda»

Escrito por Jornal O Interior

P – O que faz a Associação dos Amigos do Museu da Guarda?
R – A AMG existe desde 2003 e tem cooperado com o Museu da Guarda no desenvolvimento de algumas das suas atividades culturais e, simultaneamente, realizado outras de forma independente e que tem por objetivo conhecer e dar a conhecer eventos de cariz cultural. Aposta também na promoção das atividades pedagógicas e culturais, bem como apoia na angariação de fundos que permitam contribuir para a manutenção, a divulgação e o crescimento do Museu.

P – Quais são os projetos da nova direção a que preside?
R – Existe um plano de atividades que a nova direção da associação tem já delineadas e que, brevemente, serão tornadas públicas. Nalguns casos em cooperação com o Museu da Guarda, como foi o caso do SIAC, do Salão de Outono, onde estamos presentes com algumas iniciativas próprias, por exemplo, um workshop sobre vinhos e degustação e uma outra relacionada com micologia. Além disso pretende cooperar com o Museu nas diferentes atividades que irão ser realizadas, destacando-se para já o “Museion”.

P – Quantos associados tem atualmente e o que vai fazer para ter mais?
R – À data de cessão de funções da anterior presidência eram cerca de 100 os associados. Obviamente que se pretende aumentar esse número e estamos a modernizar a forma de gerir os associados para agilizar a sua captação e gestão. Temos algumas propostas novas que, a breve trecho, iremos divulgar.
Ainda assim, existem vantagens em ser Amigo do Museu da Guarda, como seja a entrada gratuita em todos os museus da Direção-Geral do Património Cultural e em todas as exposições organizado no espaço do Museu da Guarda. Os associados recebem ainda informação regular sobre as atividades, convites para as inaugurações das exposições, visitas guiadas às exposições patentes e a outros museus/ exposições, além de descontos de 25 por cento nas publicações do Museu da Guarda. Podem também participar em cursos, seminários, ateliers específicos para crianças e outras ações de dinamização cultural, bem como associar-se a amigos de outras instituições culturais.

P – Como está o Museu da Guarda? Foi benéfico, ou não, que a Câmara tenha assumido a sua gestão?
R – O Museu da Guarda tem uma apresentação das peças arqueológicas bastante atual e consentânea com os atuais modelos de exposição, tendo já realizado a remodelação museológica até ao final do século XVIII/XIX. O primeiro andar é dedicado a exposições temporárias, contudo, a falta de espaço é um aspeto extremamente inibidor de uma maior e melhor exposição do rico e variado acervo que se encontra guardado.

P – Que atividades/ exposições gostaria de ver no Museu da Guarda?
R – Gostaríamos que um conjunto de peças, pertencentes a Augusto Gil, e que estão na memória coletiva da cidade com um peso afetivo grande pudessem, de novo, ser vistas e (re)visitadas por todos, com algumas atividades em torno deste autor tão importante na história da nossa cidade.

P – Qual é a sua expetativa relativamente ao futuro Quarteirão das Artes?
R – Considero a ideia muito interessante com um projeto ambicioso e que recuperaria uma zona quase abandonada – pátio traseiro do museu. Contudo a concretização não parece para breve.

 

Perfil

Presidente da direção da Associação dos Amigos do Museu da Guarda

Idade: 59 anos

Naturalidade: Guarda

Profissão: Inspetora do Ministério da Educação

Currículo: Professora, formadora, inspetora

Livro preferido: “Os Maias”, de Eça de Queirós

Filme preferido: “África Minha”, de Sydney Pollack

Hobbies: Leitura, natação, teatro

Sobre o autor

Jornal O Interior

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