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Covilhã: Plataforma Social concelhia vai continuar a funcionar

Escrito por Sofia Craveiro

A Plataforma Social, estrutura criada pela autarquia covilhanense para responder às necessidades de famílias carenciadas durante a pandemia, vai manter-se em funcionamento.

A plataforma, localizada na sede da Refood da Covilhã, é o local onde convergem os apoios à população, feitos com base em parCovilhã: Plataforma Social concelhia vai continuar a funcionarcerias estabelecidas com entidades como o Banco Alimentar, Conferências Vicentinas, Cruz Vermelha, Juntas de Freguesia, paróquias e Refood, que auxiliam «na referenciação de famílias carenciadas, na gestão de voluntariado e em ações de recolha de alimentos».

Uma das primeiras iniciativas foi a entrega de vales solidários no valor de 15, 25 e 35 euros, tendo sido emitidos 411 entre o início da pandemia e a Páscoa, num valor total de 9.871 euros, segundo dados cedidos pela edilidade. Foram também entregues «quase dois mil cabazes» de alimentos em 37 distribuições feitas «diretamente ou através das Juntas de Freguesia», adianta o município. 

Atualmente há «450 famílias»no concelho da Covilhã a beneficiar de apoios.

Segundo a autarquia «quando as entidades que asseguravam essa ajuda alimentar deixaram de poder assumir as suas missões, a Divisão de Ação Social e Saúde recebeu informação «de aproximadamente 75 por cento do número atual de famílias». O município acrescenta que, após «um longo e exigente trabalho de verificação», apurou um número de aproximadamente 225 famílias carenciadas. «Entretanto, este número quase que duplicou nos últimos três meses, o que não significa literalmente um agravamento nessa proporção, uma vez que gerimos hoje dados de todas as freguesias (o que não acontecia antes)», ressalva a autarquia numa resposta escrita enviada a O INTERIOR. 

Nesse sentido, a Plataforma Social irá manter-se em funcionamento: «em termos da distribuição de cabazes, está previsto que algumas dessas entidades retomem a sua missão a partir de agosto, no contexto de um Movimento de Cidadania Ativa que a Câmara apoiará financeira e logisticamente».

A autarquia é também a entidade coordenadora do Programa Operacional às Pessoas Mais Carenciadas (cofinanciado por fundos europeus), que assegura, junto com sete instituições sociais, o apoio alimentar nos territórios de Belmonte e Covilhã. «No total, abrangia 385 beneficiários, tendo este número sido aumentado em mais 50 por cento (578) nos meses de junho e julho. A partir de agosto, o número duplicará, passando para 770 beneficiários durante um período de 10 meses», explica a edilidade. Além desta ajuda, o município irá manter «o pagamento de contas de bens ou serviços essenciais, a entrega de medicamentos e alimentos nos domicílios de pessoas vulneráveis ou em risco, o apoio psicológico, em terapia ocupacional ou outros».

 

Veja a reportagem sobre o aumento do número de familías carenciadas na região aqui

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Sofia Craveiro

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