Região

PJ detém casal suspeito de atear cinco incêndios no concelho de Almeida

Escrito por Luís Martins
 

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um casal fortemente indiciado pela prática de, «pelo menos», cinco incêndios florestais ocorridos entre 11 e 29 de agosto em várias localidades da região.

Segundo o Departamento de Investigação Criminal da Guarda, os suspeitos atuavam «conjuntamente e deslocavam-se de motociclo entre os locais onde vinham ateando sucessivos focos de incêndio, como terá ocorrido no último sábado, por volta das 18 horas, na estrada que liga as localidades de Valverde a Senouras, no concelho de Almeida, quando deram início a mais três incêndios, separados entre si por uma distância de aproximadamente 1.600 metros».

A PJ adianta em comunicado que estes três fogos levaram à destruição de aproximadamente 2,6 hectares de coberto vegetal, composto por azinheiras e mato rasteiro, e provocaram «avultados prejuízos, que só não foram ainda maiores devido à rápida e eficaz ação dos bombeiros, que, apoiados por meios aéreos, conseguiram impedir que os três incêndios em causa se pudessem unir numa só frente e, dessa forma, provocar um único incêndio de muito difícil controlo».

A Judiciária estima que as chamas poder-se-iam ter propagado «muito rapidamente a diversas áreas florestais mais densas, assim como a várias zonas agrícolas de valor muito relevante, colocando seguramente em perigo a povoação de Senouras e outras localidades, já que, para além da elevada densidade de combustível, existia também continuidade horizontal e vertical que facilitaria a rápida progressão do fogo, auxiliado pelo vento e as altas temperaturas que se faziam ainda sentir».

Os detidos são ainda suspeitos de terem ateado, nos dias 11 e 13 de agosto, incêndios no Azinhal, na estrada que liga esta localidade a Valverde, no concelho de Almeida, e no Carvalhal, já no concelho de Pinhel, respetivamente. Nestas ocorrências terão ardido mais 5,5 hectares de mato rasteiro, azinheiras e pinheiros, mas poderiam ter-se igualmente propagado a áreas florestais mais densas, a zonas agrícolas de valor muito relevante e colocar mesmo em perigo um posto de abastecimento de combustível existente nas proximidades.

A PJ acrescenta que os suspeitos são dois desempregados, com 47 e 26 anos, e terão agido por meio de chama direta, com recurso à utilização de isqueiros ou fósforos, e sem que «até agora tenham sido determinadas quaisquer razões minimamente explicativas de tão perigosos comportamentos». O casal vai ser presente a tribunal.

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Luís Martins

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