Vanessa e o aniversário

Escrito por Diogo Cabrita

Não sei quem é a Vanessa Maria da Costa Pita e podia ser uma personagem deste texto, mas não! A Vanessa escreveu uma dissertação “A evolução da paisagem urbana da cidade da Guarda: ativação/desativação do património edificado”, no ano de 2013 na Universidade do Porto. O texto teve orientação da Professora Inês Amorim e descreveu como uns dão valor ao património e outros o apagam, transformam ou destroem. Tentava-se descobrir o que levava uns a fazer barbaridades e outros a serem “preservadores”. Não se sabe porquê, havia uma inexplicável realidade: as mesmas pessoas tomavam decisões diametralmente opostas, dependendo das circunstâncias, ou da cultura, ou do interesse.
file:///C:/Users/antun/OneDrive/Desktop/28538.pdf
Vale a pena visitar o trabalho da Vanessa que depois, na vida, é derrotada em vários concursos, em Manteigas, Esmoriz, Agrupamento de Escolas do Porto, até que, em 2018, fica no IPG como assistente operacional; vacilei da Internet! Serão nomes idênticos? Deve ser outro alguém. Confesso que não fui pesquisar, mas percebi como se podia construir uma história deste modo. A Vanessa que escreveu o texto da Universidade do Porto merecia um prémio da Guarda https://lusalovers.pt/produtos/conjunto-de-pratos-sobremesa/
A “lusa lovers” propõe um conjunto de loiça dedicada à cidade, que se pode comprar pela Internet, e valoriza a Guarda. A loiça concentra-se nos cinco F’s tão badalados.
A história desta Vanessa é um pouco o percurso que tenho descoberto da Guarda em diversos títulos: file:///C:/Users/antun/OneDrive/Desktop/Guarda_v22_FINAL_290224-1-31.pdf

Sendo esta edição do município e sendo obra de valor: com o título “Guarda. Das origens à atualidade” é uma investigação CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade.
Para quem quiser dados estatísticos, números sobre a cidade dos Fs, sugiro a Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda
Volto à Vanessa e ao lapso de darmos importância aos milhares de horas que se gastam nas Universidades e depois não têm impacto público. O INTERIOR talvez devesse criar resumos dos trabalhos que vão criar mofo nas bibliotecas, mas abordam a cidade. Até podíamos ter um canto onde alguém ia descrevendo o que se investiga e publica, com impacto, no IPG e na UBI. A foto da Vanessa e seu percurso.
Estive quase desde o início deste jornal, e desde há muito na última página. Havia quem me elogiasse com a frase: “Começo O INTERIOR pela última, para te ler”. Não sei se foi alguma vez verdade. Sei que a minha mãe me recorta o artigo há 25 anos e o arquiva de modo metódico. Sei que me habituei a mandar uns bitaites escritos sobre quase tudo nesta vida. É um vício. O Luís permite-me esta liberdade de escrever como quiser, do modo que quiser e sobre o que me der na gana. O vício já rendeu 1.250 artigos, no mínimo. São bilhetes postais, às vezes mais compridos, outros fastidiosos, outros são poemas. Nos últimos 25 anos, tornei-me da Guarda também, através deste processo. Mas a Guarda foi mirrando, diminuindo-se, perdendo valências e interesses. Continua Forte, Farta, Fiel, Fria, Formosa, mas “godida” de amar.

Sobre o autor

Diogo Cabrita

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