Economia

15,4 por cento da população está desempregada e subutilizada

Escrito por Luís Martins

A taxa de subutilização do trabalho, o melhor indicador para medir os impactos da pandemia no mercado laboral, disparou para 14,6 por cento da população em maio e agravou-se ainda mais em junho, atingindo 820 mil pessoas, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira.

Já a taxa de desemprego (dados provisórios) subiu de forma pronunciada em junho, para 7 por cento da população ativa. Segundo o INE, «a subutilização do trabalho é um indicador que inclui a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis para trabalhar e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego».

O instituto explica que «um dos impactos da pandemia Covid-19 nos resultados do Inquérito ao Emprego prende-se com a classificação das pessoas segundo a condição perante o trabalho» e conclui que as pessoas anteriormente classificadas como desempregadas e que efetivamente perderam o seu emprego devido à pandemia podem agora ser classificadas como inativas. Isto por causa das «restrições à mobilidade, da redução ou mesmo interrupção dos canais normais de informação sobre ofertas de trabalho em consequência do encerramento parcial ou mesmo total de uma proporção muito significativa de empresas, razões pelas quais não fizeram uma procura ativa de emprego (condição essencial para a sua classificação enquanto desempregadas».

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