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«Vim prestar homenagem a uma comunidade e a um exemplo de vida»

António Costa, esta tarde em Famalicão da Serra, no lançamento da empreitada do futuro quartel dos bombeiros locais

António Costa lançou hoje a primeira pedra do futuro quartel dos bombeiros de Famalicão da Serra, no concelho da Guarda.

Numa cerimónia emotiva, o primeiro-ministro afirmou que «mais do que ter vindo colocar a primeira pedra, vim prestar homenagem a uma comunidade e a um exemplo de vida». E recordou: «A última vez que aqui estive foi numa noite trágica [julho de 2006] em que a aldeia e em particular a família do bombeiro Sérgio Rocha choravam a sua morte e a de cinco sapadores chilenos».

Volvidos quase onze anos, António Costa regressou e confessou que encontrou «um testemunho de vida que nos deve encher de orgulho a todos», isto porque «a mãe do Sérgio Rocha me cumprimentou com um sorriso e hoje vejo que o novo comandante desta corporação é o seu irmão e que toda a família continua a ser bombeiro, fardado ou não, e continua este combate que o Sérgio perseguiu toda a sua vida».

Esta tarde, o chefe do Executivo fez a pé o trajeto entre o local onde vai ser construído o quartel e a Casa da Cultura, onde decorreu a cerimónia. Na sua intervenção, o presidente da direção da Associação Humanitária agradeceu o empenho do primeiro-ministro, do Governo e do presidente da Câmara da Guarda na resolução do impasse em que se encontrava o projeto do quartel/sede da corporação.

«É um apoio que julgamos merecer e que honraremos com o nosso trabalho e empenho», disse António Fontes, acrescentando que «ficam a faltar 44 mil euros para equipamentos» O responsável deixou, de resto, o convite ao primeiro-ministro para a inauguração do equipamento, que deverá estar concluído no final do ano.

Por sua vez, Álvaro Amaro considerou que a construção do edifício é «uma obra de justiça» e a «concretização de um sonho» para os famalicenses. A empreitada foi consignada à empresa Biosfera no passado dia 1 de fevereiro e consiste na construção de um edifício de raiz, num investimento de cerca de 620 mil euros. A obra vai ser comparticipada por fundos comunitários, tendo a candidatura sido aprovada pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR). Este apoio garante 85 por cento do valor global da obra e os restantes 15 por cento da componente nacional serão suportados pela Câmara da Guarda em 85 por cento.

Atualmente, a corporação com 56 voluntários no corpo ativo ocupa a garagem da Casa Paroquial, onde não tem condições de trabalho nem de operacionalidade.

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