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Quem quer casa já pode ir aos saldos

Agência imobiliária da Guarda tem 20 imóveis com reduções de preços que chegam aos 45 mil euros

Quem estiver interessado em adquirir casa a breve prazo no distrito da Guarda dispõe até 28 de Fevereiro de uma óptima oportunidade para o poder fazer a “preço de saldo”. É que uma agência imobiliária está a promover, a nível nacional, uma campanha de redução de preços que, na delegação da Guarda, vai desde os 1.500 até aos 45 mil euros a menos, incluindo apartamentos, moradias e terrenos.

Com esta estratégia, feita numa altura «habitualmente calma» para a venda de imóveis e em «que há saldos em todo o comércio», pretende-se «sensibilizar e despertar as pessoas para o negócio», realça António Matias. Aliás, as vendas imobiliárias «não estão tão efervescente como seria desejável», daí que esta medida também tenha como objectivo «fazer mexer o mercado porque com taxas de juro e créditos bancários a subir ele tem tendência a adormecer», constata o angariador imobiliário da Remax Altitude, sediada na Guarda. De resto, para quem está a prever comprar casa, esta é uma «excelente oportunidade» para o fazer a preços mais em conta. «Se alguém está a pensar adquirir um imóvel em Março, Abril ou Maio é benéfico antecipar essa compra porque está a ganhar dinheiro com isso», realça. Tanto que, mesmo que «em alguns casos, a redução não seja muito significativa, dá, pelo menos, para as despesas do registo e das escrituras», aconselha. A agência da Guarda tem 29 por cento da sua carteira a preço de saldo, o que corresponde a cerca de 20 imóveis de «todos os tipos» desde apartamentos, casas de aldeia, terrenos para construção, estes em menor número, até moradias de «classe média/alta». Em relação a zonas privilegiadas para a ocorrência dos saldos, na primeira vez que esta iniciativa é promovida na Guarda, António Matias indica que «não há nenhum bairro ou zona da cidade» em que haja mais imóveis em promoção. «É um pouco por toda a cidade», frisa, abrangendo ainda imóveis de Vilar Formoso, Celorico da Beira, Pínzio, Maçaínhas de Baixo, Sebadelhe (Foz Côa) e Açores.

De uma forma geral, a redução de preços anda entre «os 5 e os 10 por cento» do valor pedido pelos proprietários, que reagiram de uma forma «interessante» a esta inovadora proposta, sendo que a diminuição «nunca poderia ser inferior a 1.500 euros». Já a média nacional ronda os 8.800 euros de redução. Na agência da Guarda, há um caso de uma redução de 45 mil euros de um prédio constituído por habitação, bar/restaurante, garagem, cave e arrecadação nos Galegos que baixou de 495 para 450 mil euros. Outro caso que registou uma baixa significativa é o de uma moradia com piscina, localizada na localidade de Aldeia Nova, na freguesia da Ramela, que beneficiou de um desconto de 16.250 euros, baixando de 325 mil para 308.750 euros. Estar «obrigatoriamente» há um mês em carteira é o único critério exigido pela agência para colocar um imóvel nesta campanha, cabendo depois aos proprietários aceitar, ou não, o repto, consoante a «motivação ou a necessidade que tem para vender».

Ricardo Cordeiro

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