Sociedade

Passadiços do Mondego abrem no Verão

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Escrito por Efigénia Marques

Câmara da Guarda já conseguiu comparticipação comunitária de 85 por cento para investimento de cerca de três milhões de euros em construção entre Videmonte, Trinta, Vila Soeiro e a barragem do Caldeirão

Os Passadiços do Mondego vão abrir ao público no Verão. A garantia é do presidente da Câmara da Guarda, que revela que o projeto, orçado em cerca de três milhões de euros, já assegurou uma comparticipação dos fundos comunitários de 85 por cento.
As novidades foram anunciadas na passada quinta-feira, no final de uma visita para mostrar «o estado da arte» do empreendimento aos jornalistas. «Brevemente iremos revelar a data em concreto da abertura, mas do Verão não passa. A obra está na sua fase final, faltam pequenos apontamentos, de montagem de pequenas infraestruturas, por isso vão abrir para que todos possamos desfrutar desta bela paisagem e deste património natural e geológico», disse Sérgio Costa, para quem os Passadiços do Mondego são «dos mais bonitos do país». O autarca acrescentou que «temos que mostrar toda esta beleza a toda a Europa e isso vai ser possível a partir do Verão».
Para cumprir essa meta, serão colocadas infraestruturas provisórias, como sanitários e zonas de descanso, para garantir a segurança dos utilizadores. «Enquanto as definitivas não forem colocadas, em cujo licenciamento estamos a trabalhar, teremos infraestruturas provisórias porque os passadiços têm mesmo que abrir à população», sublinhou. O edil guardense referiu que a obra sofreu «imenso atraso» e que em dois anos se fizeram «apenas» cinco quilómetros em madeira. «Temos aqui a prova que nada disto estaria concluído no passado dia 27 de novembro. Em seis meses executámos dois quilómetros em madeira, é preciso recuperar esse atraso, virar esta página e colocar a Guarda no mapa da atratividade turística da região e do país», considerou.
Para tal, a autarquia vai preparar um programa para divulgar «tudo o que existe» ao longo dos passadiços, das antigas fábricas ao rio Mondego, passando pelo passado têxtil do vale, pelo património natural, geológico e etnográfico da zona. A ideia é que «as pessoas possam aqui ficar por um fim de semana completo e com isso contribuir para fortalecer a economia local», assumiu Sérgio Costa. O presidente do município não duvida do sucesso do projeto e garante que os habitantes das freguesias de Vila Soeiro, Trinta, Vila Soeiro, Misarela, Pero Soares, Chãos e Maçainhas são quem está «mais bem preparado» para receber os turistas. «Estão à sua espera, porque já têm as soluções. Venham as pessoas porque os investimentos vão surgir em termos de alojamento ou da restauração», afirmou.
Até lá, o edil guardense revelou que a autarquia vai também candidatar a construção de infraestruturas complementares aos fundos comunitários, estimando um investimento global da ordem do milhão de euros.

12 quilómetros ao longo do rio Mondego

Os Passadiços do Mondego estão em construção entre Videmonte, Trinta e Vila Soeiro, seguindo as margens do rio Mondego, para terminar na barragem do Caldeirão.
A zona está inserida no Parque Natural da Serra da Estrela. Tem cerca de sete quilómetros em madeira e cinco em caminhos de terra batida, num total de 12 quilómetros, faltando concluir pequenos troços e instalar duas pontes suspensas sobre o Mondego. Ao longo do percurso existem sete antigas fábricas têxteis que o município pretende potenciar no âmbito da aposta no turismo industrial. A ideia foi lançada pelo então presidente da Câmara Álvaro Amaro no Dia da Cidade, em novembro de 2016, mas o lançamento da primeira pedra do empreendimento só aconteceu a 27 de novembro de 2019, tendo a obra propriamente dita começado ainda no final desse ano.

 

Luís Martins

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Efigénia Marques

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