Sociedade

José Manuel Rodrigues é o sétimo de 12 chefes de Urgência a demitir-se na Guarda

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Escrito por Efigénia Marques

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha, já reagiu à situação vivida durante a madrugada desta terça-feira nas Urgências do Hospital da Guarda.
«A falta de médicos arrasta-se há meio ano, sem que o Conselho de Administração do hospital dê respostas ou resolva a situação. Além das 40 horas semanais, os médicos deste hospital já deram este ano mais de 500 horas extraordinárias, o que corresponde a mais cerca de dois meses de trabalho, pelo que não se lhes pode pedir mais», afirmou em declarações à agência Lusa. O dirigente realçou ainda que José Manuel Rodrigues é o sétimo de 12 chefes de urgência do Hospital da Guarda a apresentar a demissão e o primeiro a torná-la pública, após um «processo paciente e resiliente de alerta nos últimos seis meses».
Salientando que não existem condições de equipamento e de recursos nas equipas, Roque da Cunha revela que os restantes chefes de equipa ponderam apresentar também a demissão «já que concordam com as razões invocadas». «Esta demissão e a sua divulgação pública é efetuada a bem da segurança dos habitantes da Guarda e dos médicos, e uma exigência ao Governo para que não se esqueça do interior e do investimento no Serviço nacional de Saúde», sublinhou o secretário-geral do SIM, para quem é lamentável que os responsáveis, «em vez de exigirem meios para responder às dificuldades das pessoas, neguem o problema e não o encarem».

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Efigénia Marques

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