Sociedade

Guarda Wine Fest começa sexta-feira na Alameda de Santo André

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Escrito por Efigénia Marques

O Guarda Wine Fest está de regresso à Alameda de Santo André a partir desta sexta-feira. A Bairrada, conhecida pela produção de espumantes, é a região convidada da terceira edição do evento organizado pelo município e a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior (CVRBI).
Até domingo, a Guarda volta a ser a “capital” do vinho ao juntar as três Denominações de Origem que convivem no distrito (Douro, Dão e Beira Interior). Produzido pela Essência Company, o Guarda Wine Fest conta com a presença de diversos produtores de vinho das três regiões vitivinícolas, bem como da Bairrada, e terá ainda ações de gastronomia, provas comentadas conduzidas por especialistas, momentos musicais e muita animação. O público terá ainda a oportunidade de participar nas “Conversas sobre Vinho” guiadas por Tiago Macena, crítico da “Revista de Vinhos”, esta sexta sexta-feira (19 horas); Manuel Moreira, sommelier e crítico de vinhos, no sábado (19 e 20 horas) e no domingo (17h15).
No fim de semana haverá sessões de “showcooking” com o chef Hélio Loureiro (sábado, às 18 horas), que estará acompanhado pelo sommelier Manuel Moreira; e o chef Rui Cerveira (domingo, 19h30). Tal como nas edições anteriores, o certame contará com espaços de restauração e concertos do Guarda in Jazz, como Malú Garcia (sexta-feira), Caloé (sábado) e o Samuel Lercher Trio (domingo). A noite de sábado termina com uma “wine party” musicada pelo DJ Pedro Simões, da RFM.

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Efigénia Marques

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1 comentário

  • E se a Guarda tivesse um Palácio da Bolsa, com estruturas não lineares e sem adornos que refletisse os valores e pontos de vista do século XXI?
    Mas não tem.
    Ai se tivesse, então é que poderia haver a possibilidade de ser realizada uma espécie de “Essência do Vinho – Guarda”, com mais de 100 (poderá este número ser algo modesto, mas é digno da ambição guardense) produtores representados, nacionais e estrangeiros, em que se juntava a oportunidade de provar os vinhos mais distintos com a degustação da gastronomia local confecionada por mestres, num casamento verdadeiramente cosmopolita entre os prazeres de Baco e Apolo.
    Um verdadeiro desafio para a bolsa financeira atual da Câmara Municipal da Guarda, mas nada que não fosse possível de resolver (e não seria preciso qualquer empréstimo que fosse condicionar o consumo de vinho por gerações futuras de autarcas), bastaria, para tal, com um programa tão vasto entre a prova de vinhos e a degustação, cobrar bilhete, que dada a dimensão cosmopolita do evento, teria que rondar entre os €25 e os €30. É verdade que iria só quem tem cartão de crédito para estes valores, mas na verdade também só os detentores desses cartões é que sabem apreciar a essência deste líquido.
    Se assim fosse, um evento desta envergadura, ninguém reparava que o Concelho da Guarda não é marcadamente conhecida pela quantidade de explorações agrícolas que produzem vinho DOP.
    Mas como referi no início, a Guarda não tem um Palácio da Bolsa nem algo do género, mas era conhecida pelas suas Festas da Cidade, festividade que decorria nas ruas da cidade, sem necessidade de grandes pavilhões, onde eram promovidas as atividades económicas do Concelho e da região (que até dada altura – julgo eu, até ao século passado – a Guarda era líder), acompanhadas com espetáculos musicais e outras performances artísticas para apreciação de todas as famílias, com diversões para miúdos e graúdos.
    Não é que eu não aprecie vinho, porque aprecio e consumo-o em quantidades moderadas regulares, mas não tenho cartão de crédito. Vou-me ficar pela fartura, um pé de dança e uma voltinha nos carrinhos de choque.