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Mais de 500 recriadores vão reconstituir Cerco de Almeida

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Escrito por Efigénia Marques

Mais de 500 recriadores portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e alemães participam entre sexta-feira e domingo na 19ª recriação histórica do Cerco de Almeida durante as invasões francesas.
Os participantes vão recriar diversos episódios históricos para evocar os ataques das tropas francesas de Massena que queriam entrar em Portugal em 1810 e enfrentaram a resistência da praça-forte de Almeida, que acabou por capitular após a explosão do paiol principal da fortaleza. Do programa com diversas atividades histórico-militares destaca-se o combate noturno no sábado, no revelim de Santo António, que recorda o cerco à praça-forte pelas tropas de Massena até a explosão do paiol. Durante o evento será recriado um acampamento militar, haverá diversas oficinais para famílias, momentos musicais, espetáculos de teatro, bem como um mercado e um baile oitocentista.
O presidente da Câmara de Almeida, António José Machado, assume ter «as expectativas elevadas» para esta edição, não só porque «se tem assistido a uma procura cada vez maior de recriadores para participar, como também por ser já um evento consolidado e uma marca de Almeida». «Temos mais de 500 recriadores. É um número elevado e estamos a contar que haja uma afluência muito grande a este evento», afirma o autarca. Segundo António José Machado, esta recriação «não mexe apenas com a economia local, mas também com a economia regional. Como, infelizmente, Almeida não tem oferta suficiente em termos de restauração e dormidas, está ocupada toda a hotelaria mais próxima, desde a Guarda até Ciudad Rodrigo, na vizinha Espanha».
Ironia do destino, a festa evoca agora uma derrota. O cerco recorda a capitulação desta fortaleza abaluartada raiana (construída nos séculos XVII e XVIII), a 28 de agosto desse ano, perante as tropas de Massena na terceira Invasão Francesa. Almeida era um sério obstáculo à progressão das tropas de Napoleão, pois a sua estrutura era capaz de suportar um cerco prolongado. O exército anglo-luso contava com o seu valor defensivo, pelo que a praça recebeu obras, reforços humanos e materiais para ganhar o tempo necessário para preparar as operações de defesa subsequentes, mas uma violentíssima explosão no seu paiol principal, a 26 de agosto de 1810, precipitou a sua capitulação.

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Efigénia Marques

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