Política

PSD: Eleições para a concelhia da Guarda a 27 de junho

Escrito por Jornal O Interior

As eleições para a concelhia do PSD da Guarda estão marcadas para 27 de junho.
O ato inicialmente agendado para 4 de abril foi adiado devido à pandemia da Covid-19 e nessa data apenas uma candidatura, a de Júlio Santos (na foto, com Tiago Gonçalves), tinha sido entregue. Os novos prazos determinados pelo Conselho Nacional de Jurisdição do partido permitirão agora a Sérgio Costa formalizar também a sua intenção de concorrer à sucessão de Tiago Gonçalves, que não se recandidata.
Entretanto, foi posta a circular uma carta, supostamente subscrita por 30 presidentes das 34 Juntas de Freguesias conquistadas pelo PSD em 2017, e enviada a José Silvano, secretário-geral do partido, a denunciar «a gravidade da situação política» vivida na Guarda. Tudo por causa da retirada de pelouros a Sérgio Costa e da sua destituição da vice-presidência da autarquia. Os signatários da missiva, que não é recente, queixam-se de não terem sido ouvidos pelo presidente Carlos Chaves Monteiro, que é acusado de não ter dado «explicações razoáveis» para esta decisão. No documento, que é um manifesto de apoio a Sérgio Costa, lê-se ainda que o agora vereador sem pelouros foi sempre «um homem aberto ao diálogo e disponível para encontrar soluções», num projeto político ao qual «faz muita falta».
Dizendo-se «apreensivos» com a situação, os subscritores consideram que se «cortou, sem quaisquer razões do trabalho político autárquico, uma raiz forte deste projeto», mas dizem que continuam «empenhados no
trabalho pelas nossas terras e naturalmente com a Câmara Municipal». Do documento enviado a O INTERIOR constam apenas as assinaturas dos autarcas do Rochoso (António Terras Simões) e de Videmonte (Afonso Proença). Os nomes dos restantes alegados signatários, nem as Juntas que representam, não foram divulgados – apesar da insistência de O INTERIOR. A primeira justificação de António Terras Simões foi que «as informações pessoais constantes das folhas com as assinaturas enviadas ao secretário-geral do PSD carecem de autorização pessoal dos mesmos, não podendo ser divulgados sem a sua autorização ou da entidade para a qual foram dirigidos segundo o Regulamento Geral de Proteção de Dados». A segunda remeteu diretamente para José Silvano.
Ao que O INTERIOR apurou, esta tomada de posição foi desencadeada por Sérgio Costa e José Rabaça, atual secretário da Junta de Casal de Cinza, e terá sido apresentada aos eleitos como sendo uma carta a dirigir a Chaves Monteiro. Acabou na mesa de José Silvano, que, até ao momento, não tomou nenhuma posição ou iniciativa sobre o assunto.

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