Política

O que propõe André Santos (CDU) pelo círculo da Guarda

Andre Santos
Escrito por Efigénia Marques

Com a campanha para as legislativas a chegar ao fim, O INTERIOR foi ouvir os candidatos pelo círculo da Guarda dos partidos que, tradicionalmente, não elegem deputados. Quase todos responderam a quatro perguntas:
1 – Quais são as suas três principais propostas?

2 – Qual é o maior problema do distrito da Guarda e o que propõe para o resolver?

3 – Como avalia os deputados eleitos pelo círculo da Guarda? e

4 – Por que é que um eleitor deve votar em si?

Faltaram à chamada os cabeças de lista do MPT (Mário Gomes), PTP (António Andrade), R.I.R (Ana Ramos) e MAS (Sílvio Miguel). Já o candidato do Chega (José Marques) manifestou disponibilidade para responder, mas não o fez até à hora do fecho desta edição. Aqui ficam as respostas.

André Santos (CDU)

1 – Na CDU defendemos políticas integradas que garantam reais avanços na qualidade de vida das pessoas. Ainda assim, destacamos no nosso programa: 1) o apoio à agricultura familiar, fundamental não só devido ao contributo que pode dar para a prossecução da meta da soberania alimentar, como também devido ao seu papel ao nível da gestão do território, designadamente na prevenção dos incêndios; 2) uma política de mobilidade consequente e acessível a todos, acabando-se com as portagens nas SCUT, finalizando-se os IC’s 6,7 e 37 e investindo-se nas linhas ferroviárias da Beira Alta, Baixa e do Douro; 3) o reforço dos serviço públicos, com particular destaque para o SNS e a educação. O SNS deve ser forte e adaptado às caraterísticas da população da Guarda, devendo o ensino público garantir a oferta de todas as áreas científicas no secundário, assim como o ensino artístico a todos os que o desejarem.

2 – É de ordem demográfica. Urge inverter a desertificação da região e o envelhecimento da sua população. As propostas acima referidas pretendem combater este problema. Avanços em questões de âmbito nacional, como o aumento dos salários e a baixa do preço da energia, são também fundamentais, uma vez que atacam problemas gerais, mas que são “magnificados” na região (veja-se, por exemplo, o orçamento necessário para o aquecimento no inverno).

3 – Consideramos que o estado a que chegou o distrito expressa bem o trabalho feito por estes deputados.

4 – Nestas eleições não estamos a eleger o primeiro-ministro, mas os deputados que vão formar a próxima Assembleia da República. Da correlação de forças entre os vários grupos parlamentares dependerá em grande medida o rumo do país nos próximos anos. Só o reforço da CDU poderá permitir a prossecução dos avanços necessários para a melhoria das condições dos trabalhadores e do povo.

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Efigénia Marques

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