Política

O que propõe João Mário Amaral (CDS) pelo círculo da Guarda

João Mário Amaral
Escrito por Efigénia Marques

Com a campanha para as legislativas a chegar ao fim, O INTERIOR foi ouvir os candidatos pelo círculo da Guarda dos partidos que, tradicionalmente, não elegem deputados. Quase todos responderam a quatro perguntas:
1 – Quais são as suas três principais propostas?

2 – Qual é o maior problema do distrito da Guarda e o que propõe para o resolver?

3 – Como avalia os deputados eleitos pelo círculo da Guarda? e

4 – Por que é que um eleitor deve votar em si?

Faltaram à chamada os cabeças de lista do MPT (Mário Gomes), PTP (António Andrade), R.I.R (Ana Ramos) e MAS (Sílvio Miguel). Já o candidato do Chega (José Marques) manifestou disponibilidade para responder, mas não o fez até à hora do fecho desta edição. Aqui ficam as respostas.

João Mário Amaral (CDS)

1 – Ouvir os atores locais no plano social, cultural e económico. Criar planos de desenvolvimento, com base na avaliação dos recursos existentes. É imperioso proteger os que cá estão, dar condições aos que querem ficar e atrair novos investidores.

2 – São encurtar a distância entre o distrito e o Terreiro do Paço. Quando o valor a pagar para ir a Lisboa é substancialmente mais caro do que ir a Madrid, isso quer dizer que é mais barato encontrar soluções de vida no país vizinho do que no nosso próprio território. (…) O distrito tem características sociais e culturais influenciadoras da sua economia, o que torna impossível gizar planos de desenvolvimento nos gabinetes de Lisboa sem escutar as comunidades locais. (…) Os modelos de desenvolvimento devem ser feitos para as pessoas que ocupam os territórios e não o seu inverso. (…) A solução passa por perceber as razões que levaram 18.000 cidadãos a abandonar o território em apenas 10 anos. Falta de segurança? Falta de condições para criar família? Falta de trabalho justamente remunerado? Falta de oportunidades de progressão na carreira profissional? São, provavelmente, questões que nenhum político quer ver respondidas dado que o somatório de razões dão como resultado a falta de cultura democrática ao tratarem por igual aquilo que é diferente.

3 – Tenho pelos deputados eleitos pelo distrito da Guarda a maior estima e consideração. Reconheço-lhes a boa vontade, espelhada nalgumas iniciativas parlamentares onde assuntos importantes são abordados com a mesma leveza com que são arquivados. Entendo até a sua frustração quando têm de enfrentar as comunidades que representam com uma caixinha de sonhos e uma mão cheia de oportunidades vindas da Europa, difusas e descontextualizadas com a nossa realidade. Diria que “quem dá o que tem a mais não é obrigado”. E só tem muito para dar quem tiver muitos votos a ganhar.

4 – Votar em mim será provavelmente como votar em qualquer outro candidato. (…) Talvez a diferença entre mim e os meus respeitáveis opositores seja o conhecimento da realidade social, cultural e económica da minha região do interior, das Beiras e Serra da Estrela. Como artesão e dirigente associativo, senti a necessidade de participar em feiras em Paris, Lyon, Milão, Madrid e noutras grandes praças económicas, arrastando comigo centenas de pequenos produtores, vendendo Cultura. Quero ir para a A.R. para, como deputado, dar voz à grande maioria dos nossos criadores de riqueza e prosperidade. (…)

Sobre o autor

Efigénia Marques

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