Política

«O PS é o partido mais estável na Guarda»

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Escrito por Efigénia Marques

António Monteirinho recandidata-se à concelhia do PS para «dar a cara pelo objetivo de conquistar a Câmara»

António Monteirinho é candidato único à concelhia do PS da Guarda, cujas eleições estão marcadas para 7 de outubro. Entre os motivos da recandidatura do líder cessante e atual deputado na Assembleia da República está o objetivo de reconquistar a autarquia.
O dirigente apresentou as linhas gerais da candidatura na sexta-feira à noite, na sede do partido, e anunciou José Martins Igreja como mandatário – o histórico militante, antigo presidente da Assembleia Municipal da Guarda e ex-vereador não esteve presente devido a compromissos profissionais. António Monteirinho justificou que concorre a um terceiro mandato na secção guardense, a maior do distrito com cerca de 600 militantes, porque o «projeto do mandato anterior ficou inacabado». Disse também que «nunca» desiste e quer «dar outra vez a cara para concretizar o objetivo de conquistar a Câmara da Guarda». Para isso, o partido «tem de voltar a ser útil à sociedade e aos guardenses, ao ser capaz de apresentar propostas coerentes e capazes de modificar o atual estado da arte», acrescentou.
De resto, António Monteirinho acredita que o atual contexto político autárquico, com um movimento independente a presidir ao município e o PSD à procura de rumo, é «propício» para o PS se afirmar: «Somos neste momento o partido mais estável na Guarda e aquele que tem posto alguma ordem nas guerras constantes no executivo. O episódio do pedido de destituição do presidente foi uma tontaria, não sabemos se foi só da parte do vereador Carlos Chaves Monteiro ou do próprio PSD. No entanto, um e outro não ficaram bem na fotografia. Já são casos a mais para quem governa a autarquia há nove anos, nem o PS em 40 anos teve tantos casos», criticou.
O candidato garantiu mesmo que, se regressarem ao poder na Câmara perdida em 2013, os socialistas têm «a ambição» de colocar a Guarda ao nível das grandes cidades do litoral no prazo «de uma década» em termos de indicadores sociais, económicos, educacionais e de saúde. Até lá, o momento é de união na concelhia para «potenciar ao máximo o partido na sociedade civil e corresponder às expectativas dos guardenses», assumiu o líder recandidato, afirmando que «não há fações dentro do PS, o que pode haver é pessoas que discordem do caminho a seguir e do tempo em que o devemos seguir, mas isso tem que ser objeto de discussão».
Nesta apresentação António Monteirinho não revelou a sua lista à concelhia, mas adiantou que pretende criar secções do partido nas freguesias para «preparar as próximas autárquicas» e promover debates temáticos, onde a sociedade civil terá uma palavra a dizer. Há também quatro projetos de que «não desiste»: a requalificação do Hotel Turismo – «será uma surpresa e muito melhor do que se pensa», garantiu –, a instalação do Centro de Competências para a Economia e Inovação Social, a abertura do Porto Seco e a intervenção no Parque da Saúde, onde vai avançar a requalificação do Pavilhão 5 e dos edifícios histórico Rainha D. Amélia e António de Lencastre.

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Efigénia Marques

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