Política

«A Covilhã que nos une é muito mais importante que as diferenças que enriquecem este projeto»

Escrito por Pedro Duarte

O movimento independente liderado por Carlos Pinto alia-se ao CDS de João Vasco Caldeira e ao PSD de Luís Santos num «único projeto alternativo comum» para as próximas autárquicas, foi esta semana anunciado

«Interpretando a preocupação dos cidadãos do concelho da Covilhã face à inabilidade e incompetência da atual gestão autárquica – que tem sido recorrente e intensificada pela forma como o atual elenco municipal tem gerido os destinos da cidade e do concelho –, o CDS, o PSD e o movimento “De Novo Covilhã” decidiram encetar contactos e estiveram reunidos hoje [segunda-feira] com vista à criação de uma solução política para o futuro do nosso concelho, a apresentar nas próximas eleições autárquicas em 2021».

Foi desta forma que foi anunciada a nova coligação que irá concorrer às eleições locais previstas para o próximo ano. Destacando que «a Covilhã que nos une é muito mais importante que as diferenças que enriquecem este projeto», CDS, PSD e o movimento independente “De Novo Covilhã” anunciou «com regozijo», através de comunicado enviado às redações, «ter chegado a um acordo de princípios e definição de um quadro de propostas de trabalho visando a construção de um único projeto alternativo comum».
«Desde 2013, a Covilhã tem perdido oportunidades atrás de oportunidades, pela incompetência e desleixo do atual executivo municipal que em vez de gerir os destinos da cidade e do concelho, optou por gerir os seus próprios interesses pessoais e os da sua família política» criticam os subscritores.

Carlos Pinto, antigo presidente da Câmara da Covilhã e atual líder do referido movimento independente, explica que os motivos da união prendem-se com o facto de «a situação do concelho não ser boa. O concelho estagnou e precisa de mudar», pelo que a coligação pretende, se for eleita, mudar de estratégia: «O objetivo é pôr o concelho com dinamismo na área económica e social», adianta a O INTERIOR. Como prioridades, salienta a «criação de emprego», o combate «ao abandono» a que afirma estar sujeita a cidade e «dar mais atenção às freguesias, que também estão um pouco esquecidas». No fundo, diz querer «regressar àquilo que era a linha que eu tinha durante a minha liderança». Apesar disso, Carlos Pinto não revela candidatos à presidência, afirmando que «essa informação só será anunciada no primeiro trimestre «do ano que vem».

João Morgado «aplaude» novo projeto de coligação

«Em relação ao projeto de coligação anunciado, como cidadão preocupado da Covilhã, só posso aplaudir. Uma frente comum é o caminho certo para alterar a realidade confrangedora que se vive no concelho», diz, por sua vez, João Morgado. O escritor e chefe de gabinete de António Dias Rocha, edil (socialista) de Belmonte, considera que «a Covilhã tem força, só necessita de um impulso, de gente com visão estratégica e capacitada para trabalhar… a política deve ser para gente que não tem medo do trabalho…».

João Morgado publicou no mês passado um vídeo onde criticava abertamente o atual executivo liderada pelo socialista Vítor Pereira e lançou a dúvida sobre a sua possível candidatura às autárquicas. Questionado sobre essa possibilidade, o antigo chefe de gabinete de Carlos Pinto na autarquia covilhanense afirma a O INTERIOR que «o meu vídeo não é uma peça isolada, é o seguimento de muitos artigos e crónicas de intervenção social e política que tenho escrito ao longo de vários anos, incluindo no jornal O INTERIOR. Talvez um dia edite um livro para perceberem que a minha intervenção tem anos….».

Sobre o autor

Pedro Duarte

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