Bond ia, Costa vai

“Quero ver como é que agora vão pagar a TAP e a CP sem os meus 3,5 euros.”

Ouço o Dr. Costa apresentar as linhas gerais do Orçamento de Estado ou responder aos deputados na Assembleia da República e inevitavelmente penso, como numa velha piada soviética, que eu gostava muito de viver nesse país chamado Portugal de que fala o Dr. Costa.
Infelizmente, vivo neste outro Portugal que o Dr. Costa governa e de onde o Dr. Rendeiro foge. Critico Dr. Rendeiro? Óbvio que não. Até eu, que só vivi dois meses de 2021 nesta versão pobre do Portugal do Dr. Costa, tenho vontade de voltar a sair. Curiosamente, o Dr. Rendeiro é um clímax da anti-portugalidade. O verdadeiro português sai do país para ganhar dinheiro, o Dr. Rendeiro sai do país para gastar dinheiro. Para os emigrantes lusos, Portugal é uma visão. Para o Dr. Rendeiro, Portugal é uma prisão.
Para me cativar a ficar em Portugal, o Dr. Costa promete que o Estado cobrará menos 50 euros em IRS durante todo o ano de 2022. Feitas as contas, são cerca de 3,5 euros ao fim do mês com que as Finanças já não se vão afiambrar. Aguenta, Dr. Leão. Amocha, Dr. Santos. Quero ver como é que agora vão pagar a TAP e a CP sem os meus 3,5 euros.
Num outro lugar de fantasia, James Bond não resistiu aos mísseis e ao wokismo. Era um herói machista, arrogante, classista, bruto e frio. O contrário do que deve ser um homem que menstrua. Tenho uma única pergunta para os snowflakes desta Terra: e se em vez de o mandarem matar, simplesmente não fossem ao cinema?

* O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

Sobre o autor

Nuno Amaral Jerónimo

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