Desporto

Sp. Mêda regressa ao Campeonato de Portugal

Escrito por Jornal O Interior

Ao contrário do que tinha anunciado, a Federação Portuguesa de Futebol decidiu promover os primeiros classificados dos distritais e anunciou a criação da IIIª Liga na época 2021/2022

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) deu o dito por não dito e decidiu promover vinte equipas dos distritais ao Campeonato de Portugal. A medida resulta no regresso do Sp. Mêda, que liderava a Iª Divisão da AF Guarda aquando do cancelamento da prova, ao terceiro escalão do futebol nacional.
O novo Campeonato de Portugal terá 96 equipas repartidas por oito séries na próxima temporada, que arrancará em agosto ou setembro. Como não há despromoções, o distrito da Guarda poderá ter pela primeira vez duas equipas no Nacional caso o Figueirense, último classificado da série B, tenha condições para continuar. A decisão será da nova direção do clube de Figueira de Castelo Rodrigo, que vai ser eleita este mês. Também os medenses, que foram despromovidos na época anterior, esperam reunir condições e apoios para jogar neste exigente campeonato. Segundo a FPF, os campeões de cada série vão discutir o acesso à IIª Liga, enquanto os classificados do segundo ao quinto lugar de cada série disputarão a promoção à IIIª Liga, um novo escalão criado pela Federação e que arrancará na época de 2021/22. Por sua vez, as últimas quatro equipas de cada série serão despromovidas aos distritais.
A IIIª Liga será um campeonato semiprofissional e a antecâmara do segundo escalão do futebol nacional. Quando surgir, o Campeonato de Portugal passará a ser a quarta divisão do “desporto-rei” e terá menos equipas. A Federação adiantou que a IIIª Liga vai ser disputada por 24 clubes na época de estreia e na seguinte, sendo reduzida a 20 em 2023/24, enquanto o Campeonato de Portugal vai contar com 60 em 2021/22 e 56 em 2022/23 e 2023/24. A FPF justifica que este «amplo plano de emergência e reestruturação do terceiro escalão do futebol sénior masculino português» resultou «da reflexão dos últimos seis meses com as associações e demais sócios» da Federação. O objetivo desta mudança é «assegurar o maior número possível de projetos equilibrados, aumentar a competitividade, melhorar a qualidade de jogo, aproximar os adeptos do futebol local e criar espaços de desenvolvimento para o jovem jogador português».
A grande novidade é que, no âmbito de um acordo entre a FPF e o Sindicato dos Jogadores, os profissionais destas competições terão como «valor de remuneração base o salário mínimo nacional [atualmente 635 euros]». Já a taxa de jogo terá uma «redução significativa» e haverá ajustes no valor de inscrição de jogadores, adianto o organismo presidido por Fernando Gomes.

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