Cultura

Artistas trabalham com artesãos na Bienal Art(e)facts

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Escrito por Jornal O INTERIOR

A Bienal Art(e)facts, que junta artistas e artesãos no âmbito da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura em 2027, já começou em Alcongosta, Janeiro de Cima, Telhado, Famalicão da Serra, Fundão e Gonçalo.
O objetivo destas seis residências é a criação de projetos artísticos com base na reinterpretação dos saberes tradicionais destas localidades. O tema desta primeira edição é “Supernatural Togetherness” e decorre até setembro, incluindo uma exposição coletiva e um fórum de ideias online. Artistas e artesãos estão a trabalhar para criar seis projetos artísticos inéditos. O projeto recebeu 110 propostas – 69 de candidatos e coletivos estrangeiros e 33 de portugueses –, tendo o júri, constituído por Pedro Gadanho (diretor executivo da Guarda 2027), Andreia Garcia (programadora da área de Arquitetura e Território da candidatura e curadora da Bienal Art(e)facts), Miguel Rainha (Câmara do Fundão e diretor de produção da Bienal Art(e)facts), e pelos curadores Miguel von Hafe Pérez e Carlos Fernandes; selecionado quatro propostas, ao contrário das duas inicialmente previstas. A estas juntou-se à artista Fernanda Fragateiro e o Colectivo Warehouse, convidados pela organização.
As propostas vencedoras caraterizam-se pelo «ecletismo nacional e internacional e destacam-se pela criação de cenários e novas linhas de reflexão, que permitem preservar o legado da região e renovar o seu futuro como património para as novas gerações, de forma colaborativa», refere a curadora Andreia Garcia. O artista Andrea Canepa e a matemática Vanessa Foster estão em residência na Casa das Tecedeiras, em Janeiro de Cima, com o acompanhamento das mestras de tecelagem Sónia Latado e Rosa Pereira para tecer a partir de algoritmos. Os estudantes de arquitetura Diogo Rodrigues, Fernando Pimenta e João Oliveira estão a “Construir em cesta” nas oficinas de cestaria de castanho dos artesãos António Nunes dos Santos e Luís Paulo, na Alcongosta.
O artista Nuno Vicente está a moldar “Enxertos Húmidos” com o apoio da técnica Cátia Pires, da Casa do Barro, na aldeia do Telhado. A dupla de designers Anja Lapatsch e Annika Unger, investigam a ligação entre a resina e o artesanato em cestaria de castanho na oficina de Joaquim e Irene Venâncio, em Famalicão da Serra. O Colectivo Warehouse, de arquitetura e arte, está em residência no FAB LAB Aldeias do Xisto, no Fundão, e com o apoio dos técnicos João Milheiro e Nuno Alves explora o potencial da fabricação digital para a criação de sinergias e novas ideias. Já Fernanda Fragateiro decidiu investigar a cestaria em vime de Gonçalo e aplicar esta arte à criação de um novo projeto em colaboração com o artesão Alberto Carvalhinho. Os seis projetos serão apresentados a 2 de julho numa exposição coletiva.

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