Política

Sérgio Costa resiste às críticas e continua na Câmara da Guarda

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Escrito por Jornal O INTERIOR

Luís Soares, líder distrital da JSD, e Pedro Nobre, presidente da mesa do plenário concelhio, defendem que o agora independente deveria por o lugar à disposição

Sérgio Costa reafirmou na segunda-feira, no final da reunião de Câmara, que vai continuar como vereador. «Fui eleito pelo povo da Guarda, levarei até ao fim o meu mandato. Tudo o que possam dizer à volta disto não passa de “fait-divers” para desviar a atenção do essencial: A Guarda quer mais ação, quer progredir e há muito trabalho a fazer», disse o agora independente.
Sérgio Costa adiantou também aos jornalistas que a demissão do PSD já foi entregue «nos serviços centrais» do partido, em Lisboa. A desfiliação do antigo líder concelhio para avançar como independente à autarquia e a sua permanência no executivo guardense foram alvo de críticas na última semana. Luís Soares, presidente da Distrital da JSD, foi o primeiro a insurgir-se ao lembrar que os eleitores votaram «na lista que integrava Sérgio Costa com a premissa que era militante do PSD. A partir do momento em que esse laço é quebrado, também tem de haver uma quebra relativamente aos lugares eleitos», considera. O líder da JSD vai mais longe e pede «decoro institucional» e «coerência» ao militante demissionário: «Sérgio Costa devia por o lugar à disposição porque não é aquele em quem os guardenses votaram. Só quer continuar no executivo porque dá mais jeito até às eleições», acusa Luís Soares.
Por sua vez, Júlio Santos, candidato derrotado há um ano na concelhia, diz que o sucedido era «expectável», pois quando o adversário de então se candidatou «fê-lo com o intuito e objetivo de assaltar o poder, literalmente, o que está a acontecer». O militante acusa mesmo Sérgio Costa de «trair todos os seus ideais, quando há um ano clamava amores pelo PSD». Vaticina, por isso, que «o povo não gosta de traidores». Júlio Santos reitera que a escolha de Chaves Monteiro para candidato foi «a melhor» e diz-se «confiante» numa vitória «confortável» do PSD na Guarda. Assume também que está disponível para concorrer à liderança da concelhia, que quer ver «ao lado» da Câmara Municipal.
Já Pedro Nobre, presidente da mesa do plenário concelhio eleito nas listas de Sérgio Costa há quase um ano, confirmou a O INTERIOR não ter sido contactado pelo líder demissionário. «Sérgio Costa sabia que eu nunca iria assinar esse documento porque sou um social-democrata, sempre fui e não é por a estrutura do partido não fazer a minha vontade que algum dia me demitiria». O também coordenador do grupo social-democrata na Assembleia Municipal admite ter sido surpreendido «pelo timing e porque entendo que um militante devia ter primeiro apresentado a sua demissão ao presidente da mesa de secção, o que não aconteceu». Pedro Nobre também defende que o agora independente devia deixar a vereação e que a sua candidatura vem «baralhar o espectro político para as próximas autárquicas», mas augura que, «se calhar não vai correr tão bem como ele poderia pensar inicialmente».

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