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Resiestrela produz energia para 2.000 famílias

Unidade aproveita o biogás gerado pelo lixo processado no Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos

A eletricidade consumida anualmente por cerca de duas mil famílias está a ser produzida na nova unidade de aproveitamento energético do biogás gerado pelo lixo processado no Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (CTRSU) da Resiestrela, no Fundão.

O sistema foi inaugurado anteontem pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e produzirá anualmente cerca de 6.400 megawatt (MWh) por hora graças a um grupo motogerador com uma potência 800 kWe. Segundo a empresa multimunicipal de recolha e tratamento dos resíduos sólidos urbanos de 13 municípios da região, o investimento é de 900 mil euros, estimando-se, a curto prazo, a instalação de um novo grupo motogerador idêntico. A unidade entrou em funcionamento para testes em finais de Março, mas atualmente já produz energia elétrica à sua capacidade nominal que está a ser exportada integralmente para o Sistema Elétrico de Abastecimento Público (SEP), gerando ainda energia térmica para aquecimento central de ambiente e de águas nas instalações da Resiestrela.

Nesta deslocação, o governante visitou ainda as obras, em curso, de ampliação e requalificação da central de compostagem, num investimento de mais de 3,3 milhões de euros – co-financiados pelo QREN – POVT, no âmbito do domínio de intervenção “Infraestruturas Nacionais para a Valorização dos Resíduos Sólidos Urbanos”. Com esta empreitada, a Resiestrela adianta que passará a dispor de uma capacidade real de processamento de resíduos sólidos urbanos «adequada ao fluxo que atualmente demanda o sistema». Permitirá também a atualização do seu processo tecnológico, possibilitando «a maximização da valorização da componente orgânica existente nos RSU, o desenvolvimento do seu tratamento mecânico e a implementação de um processo de separação automática para maior recuperação possível de materiais recicláveis».

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