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Protestos condicionaram prova de avaliação de professores na Guarda

73 docentes estavam inscritos, mas uma dezena não compareceu e outros desistiram durante exame realizado nas escolas da Sé e Afonso de Albuquerque

A segunda prova de avaliação de conhecimentos e competências dos professores contratados foi realizada anteontem de manhã nas Secundárias da Sé e Afonso de Albuquerque, mas ficou marcada por protestos dentro e fora das escolas. O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) já anunciou que vai contestar a legalidade deste exame, pois «decorreu nas piores condições», afirma Sofia Monteiro.

A dirigente fala mesmo em «colegas que foram mudados de sala e outros acabaram por desistir porque estavam comprometidas as condições normais para a realização da prova, que teve que ser interrompida por causa dos protestos». Na Sé estavam inscritos 34 professores e 39 no antigo liceu, «mas uma dezena faltou e outros desistiram», adiantou a delegada distrital do SPRC. Tal como no resto do país, o exame realizou-se na Guarda sob segurança máxima. A PSP reforçou o efetivo policial junto àquelas duas escolas, onde apenas podiam entrar os 73 docentes inscritos e os seus vigilantes. No portão, funcionários tinham uma lista com os nomes e impediam o acesso a quem não constasse dela. Também as respetivas secretarias estiveram fechadas durante a manhã, tudo para evitar os problemas que afetaram a realização da primeira prova de avaliação, em dezembro. No entanto, não se registaram incidentes de maior, apenas protestos contra Nuno Crato por «insistir em envergonhar os professores e pôr em causa a sua formação».

À porta da Secundária da Sé, uma dezena de professores pediam uma explicação por não estarem inscritos para a prova. «Não fiz a primeira prova em dezembro passado porque fui impedida de entrar na sala pelo cordão policial, mas a direção da escola indicou no seu relatório que a prova decorreu normalmente», adiantou Patrícia Ribeiro, docente de Biologia, que continua sem saber por que não pôde fazer este exame. «Na primeira ninguém sabia que ia haver segunda chamada», acrescenta Sofia Monteiro, lembrando que muitos dos seus colegas têm mestrados e doutoramentos. «Esta prova tem duas partes e a científica “caiu” entretanto, pelo que já não prova nada», considerou a dirigente sindical. Na sua opinião, «se não cair pelo protesto, este exame acabará pela via legal porque não serve para nada, nem foram respeitados os prazos de convocatória». Durante a manhã realizaram-se ainda dois plenários sindicais nas escolas de Santa Clara e de São Miguel.

Luis Martins PSP reforçou efetivos junta das escolas para evitar a invasão de dezembro passado

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