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Pinhel mostra as suas expressões artesanais

Feira das Tradições e Actividades Económicas arranca dia 16 nas instalações da antiga Rodhe

Pinhel cumpre, entre 16 e 18 de Fevereiro, um ritual que já se prolonga há 12 anos. Desta vez, a “cidade-falcão” dedica a sua Feira das Tradições e Actividades Económicas às “Expressões Artesanais da Vida Rural”. Animação, exposições de arte, cultura, folclore, comes e bebes, muita música, conferências e um colóquio prometem três dias diferentes num concelho de muitas tradições.

«É uma realização importante que já começa a ter peso significativo, em termos orçamentais, mas em que continuamos a apostar e a dar alguma dinâmica, até porque tem vindo a crescer de ano para ano», refere António Ruas. Este ano uma das novidades é o local onde vai decorrer, já que a iniciativa muda-se de armas e bagagens para as antigas instalações da fábrica de calçado Rohde, adquiridas recentemente por António Baraças. O empresário disponibilizou o espaço «a custo zero», anunciou o presidente do município na última sexta-feira, em Carvalhal da Atalaia, onde decorreu a apresentação do certame. Contudo, esta mudança também pretende «dar a conhecer as instalações para atrair futuros empresários», acrescentou. Como habitualmente, a feira procura reviver as tradições de outros tempos, para além de mostrar um vasto leque de produtos e serviços oferecidos pelos agente económicos da região e de outros pontos do país. Mas assume-se também como um espaço de conhecimento, de lazer e diversão, traduzido na realização de colóquios, desfiles alegóricos, actividades radicais e ainda muitas outras propostas de âmbito cultural. Este pode também ser um pretexto para visitar a “cidade-falcão”, conhecer as suas gentes, descobrir os seus saberes e sabores.

Tudo começa na manhã de dia 16 e um cortejo carnavalesco com 842 crianças das escolas do concelho, realizando-se, à tarde, a abertura oficial da feira e da exposição de artes. Para a noite está reservado o concerto de André Sardet. Para além dos 110 “stands” de artesãos credenciados, empresas, instituições, associações e outras colectividades, os visitantes terão à sua espera tasquinhas e restaurantes típicos. No sábado, o dia será dedicado às conferências. Na sala de colóquios, debater-se-á “O Estado das Artes em Portugal”, durante a manhã, e as “Expressões Artesanais da Vida Rural”. Segue-se a actuação das bandas filamónicas de Pínzio e Pinhel, bem como dos Expensive Soul. Para acabar a noite, que se adivinha longa, entrará em cena o Dj Alvim. No último dia da feira, orçada em 150 mil euros, os destaques vão para a animação de rua, o espectáculo dos Pauliteiros de Miranda e a entrega dos prémios do quarto concurso de fotografia “Objectiva Pinhel”. Mas há mais. Há noite actua o grupo de música tradicional “Sol na Eira”, da Mêda, e “Trovas da Beira”, de Pinhel. Para encerrar esta edição, e dando continuidade ao sucesso do ano anterior, está agendado um baile de Carnaval com concurso de máscaras e prémios para os melhores disfarces. Para o ano, o tema do evento será “Sabedorias populares e medicinas alternativas”.

Tânia Santos

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