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«O Festubi é um marco na cultura da cidade e da academia»

Cara a Cara – Luís Dias

P – Qual a importância destes 10 anos de Festubi?

R – É um marco na história da Tuna, uma vez que indica o sucesso deste festival, contando sempre com o apoio de todos os nossos patrocinadores, amigos e gentes da cidade da Covilhã. Estamos a mostrar a todas as pessoas que nos apoiam que o seu apoio não é em vão e que se podem sentir orgulhosas em nos ajudarem e continuarem a acreditar no nosso trabalho.

P – Quais são as expectativas para esta 10ª edição do Festival de Tunas?

R – Como sempre, as expectativas são elevadas, não só por ser a décima edição de um festival que já é um marco na cultura da cidade e da Universidade da Beira Interior, mas também pela simpatia e apoio de todas as pessoas com quem temos dialogado e confraternizado ao longo da preparação do evento. Esperamos que este festival consiga superar o anterior, o que é quase impossível, mas estamos a trabalhar para isso. Se o ano passado todo o público gostou, não só da tuna anfitriã como também das tunas a concurso, este ano estamos a criar algumas surpresas referentes aos anteriores festivais, relembrando momentos marcantes que esperamos que o público goste. Isto para não falar das tunas a concurso que são consideradas das melhores do país e bastante animadas.

P – Com que objetivos a Desertuna promoveu a exposição sobre os 10 anos de Festubi na Casa dos Magistrados?

R – A Desertuna comemora este ano, a 20 de novembro, o seu décimo aniversário. Assim, sendo este o ano do décimo aniversário e do décimo Festubi, decidimos promover esta exposição, que mostra os marcos que esta tuna conseguiu por todo o país, e também pelo estrangeiro. Muito foi o trabalho demostrado a esta cidade pela Desertuna e a prova disso é o próprio festival. Certamente que a primeira edição não cumpria todos os objetivos, mas foi um excelente começo para alterar a visão do paradigma local sobre o conceito de tuna e vida tunante. Hoje, passados todos estes anos, o Festubi é um evento cultural de renome na cidade e em toda a região pelo prestígio que atingiu. E não podíamos deixar passar este acontecimento sem mostrarmos à comunidade o percurso que a tuna teve ao longo destes anos.

P – Que ponto da situação faz relativamente ao estado atual da Desertuna?

R- O nosso trabalho é reconhecido por muitos e por todo o país, por onde temos passado e ganho festivais. Continuamos a trabalhar para que este nível se mantenha e talvez apresentarmos novidades num futuro próximo.

P – O processo de Bolonha afastou gente da tuna ou continua a mobilizar estudantes?

R – Apesar de continuarmos a ter pessoas interessadas em fazer parte desta família, o processo de Bolonha dificultou, em parte, uma maior adesão de estudantes ao espírito tunante, devido a ter encurtado o tempo de formação de um licenciado de cinco para três anos. Além disso, a situação económica do nosso país também prejudica muito, pois os estudantes são obrigados a tirarem total aproveitamento do curso no menor tempo possível, para assim não terem que voltar para casa com ele incompleto.

P – Em termos de projetos, este festival é para continuar? Em que outras atividades se poderá envolver a Desertuna?

R – Trabalhamos todos os anos com o pensamento no futuro e embora este festival ainda não se tenha realizado, já há ideias para o próximo, e por isso é para continuar, pois não podemos deixar morrer um evento que já é um marco na cultura da cidade e da academia. Embora o Festubi seja a nossa atividade mais marcante no ano letivo, a Desertuna envolve-se em várias atividades ao longo do ano, como foi o caso do Festival da Cherovia, que organizámos em conjunto com a Banda da Covilhã, e os Santos Populares, que se irão realizar em junho. Fora as várias atuações que temos ao longo do ano para as mais diversificadas atividades (casamentos, animações diversas, festas populares, festas relacionadas com a Universidade e atividades da própria tuna) e os vários festivais em que participamos. Por outro lado, o nosso espírito académico pode também ser transportado para a sociedade, em prol de ajuda e apoio aos mais carenciados e a várias instituições.

Luís Dias

«O Festubi é um marco na cultura da cidade e
        da academia»

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