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Figueirense vence “derby” das amendoeiras

Actuação desastrosa do árbitro “incendiou” jogo entre vizinhos e rivais

O Ginásio Figueirense foi à “Capital das Amendoeiras em Flor” ganhar, num jogo mau de mais para ser verdade. A equipa de Adelino Guerra entrou disposta a manter o primeiro lugar da tabela classificativa e deu disso um sinal claro quando ainda se davam os primeiros pontapés na bola. Após uma tabela milimétrica, Luís Paulo lançou em profundidade Manuel Rodrigues, que não se fez rogado e cruzou com conta, peso e medida para, à meia-volta, Paulo Jacinto inaugurar o marcador com um golo de belo efeito. Sim, daqueles que fazem levantar um estádio.

O Foz Côa acusou a desvantagem inaugural, mas tentou responder e, aos 20’, restabeleceu a igualdade através da conversão de uma grande penalidade, marcada por Guerra. Penálti forçado dizem uns, claro, dizem outros… Fica o beneficio da dúvida. Com o reatar da contenda, o Ginásio tentou arrumar a partida, entrando determinado. Os homens da casa contestaram muito algumas decisões do trio de arbitragem, reclamações que atingiram o seu auge ao minuto 65 quando um adversário fez um passe para Valter, guarda-redes local, que agarrou a bola. Carlos Pedro considerou atraso e marcou livre indirecto! Um erro do árbitro que teve influência no resultado final, já que do livre, apesar de indirecto, resultou o golo de João Paulo, após passe de um companheiro. O desafio acabou a partir daqui. Erros atrás de erros, entrou-se num jogo de nervos com o Ginásio a querer gerir o resultado. Era – e foi – bem melhor o resultado que a exibição. Antes do final – e como que a querer pedir contas ao árbitro -, um dirigente do Foz Côa entrou em campo, chegando a temer-se estar em causa a conclusão da partida. Tal não aconteceu, e ainda bem para o jogo, mas registou-se mais uma forte contestação num campeonato marcado nas últimas jornadas pelas prestações estranhas de alguns árbitros. Na última meia-hora não houve futebol, assistindo-se pelo contrário a tristes e lamentáveis cenas. Mas para a história do campeonato contam mais três preciosos pontos para o Ginásio Figueirense num “derby” sempre difícil.

Carlos Coelho

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