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Bombeiros da Guarda recebem viatura polivalente

Voluntários organizam nova campanha de angariação de fundos este fim-de-semana

À terceira será de vez. Após duas campanhas de angariação de fundos em 2005 e 2006, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Guarda volta, este ano, a apelar à solidariedade dos guardenses em tempo de Natal. Os fundos já recolhidos têm sido canalizados para a aquisição de uma viatura polivalente, que deverá ser entregue este fim-de-semana e da qual só falta pagar cinco mil euros.

É com esse objectivo que os “soldados da paz” promovem mais um peditório, no sábado e domingo, à entrada de seis grandes superfícies da cidade. Outra das acções previstas está agendada para os dias 21 e 22 e terá os comerciantes do centro histórico como destinatários. O veículo, avaliado em cerca de 25 mil euros, teve de ser importado do Japão e, segundo Luís Santos, comandante da corporação, foi encomendado em Julho, sendo que o dinheiro em falta foi «garantido pela direcção». Trata-se de uma viatura que vai permitir actuar em diversas situações, desde «incêndios, inundações a intervenções em viaturas», e poderá ainda servir de posto de comando, sobretudo no Verão. Luís Santos explica que o carro «não vai estar imediatamente operacional, por questões burocráticas», mas terá que ser apetrechado assim que começar a ser utilizado. A viatura poderá, por exemplo, receber um kit de primeira intervenção no combate a incêndios florestais, mas só esse equipamento custa «entre oito a dez mil euros».

Por outro lado, também carece do material de telecomunicações adequado, num investimento avaliado em «três ou quatro mil euros». Concretizados estes objectivos, só fica mesmo a faltar na corporação uma viatura de combate a incêndios urbanos e outra para incêndios industriais. Luís Santos diz mesmo «não esconder» do secretário de Estado e da Câmara que a cidade «não está defendida como deveria». Apesar de tudo, segundo dados revelados pelo comandante, os bombeiros da Guarda têm realizado mais de nove mil serviços por ano. «Em média, efectuamos 48 serviços por dia e só em 2006 tivemos mil situações de emergência, que implicaram saídas ao minuto», refere. Apelando à sensibilidade dos guardenses, Luís Santos garante que o trabalho dos “soldados da paz” se repercute no cidadão. «Se conseguirmos melhores meios, poderemos salvar com mais eficácia», garante.

Rosa Ramos

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