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Beira Interior não vai ser contemplada

Exército disponibiliza 26.100 militares para a prevenção

O Exército Português vai disponibilizar este ano 26.100 militares para acções de prevenção de fogos florestais, havendo no terreno, 24 horas por dia, durante o Verão, 200 homens em acções de vigilância e dissuasão. Contudo, esta acção não abrange os distritos da Guarda e Castelo Branco, dois dos mais afectados pelos incêndios nos últimos anos e que são considerados dos mais vulneráveis na actualização da Carta de Risco de Incêndios, realizada pelo Instituto Superior de Agronomia para a Direcção-Geral de Florestas.

Segundo o protocolo assinado terça-feira entre o ministro de Estado e da Defesa Nacional, Paulo Portas, e o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Sevinate Pinto, serão gastos 250 mil euros para fazer face a despesas de combustíveis, lubrificantes e alimentação dos militares envolvidos na operação “Presença Solidária”. A colaboração do Exército com a Secretaria de Estado das Florestas levará os militares a executar acções de reparação de caminhos e limpeza de aceiros de 19 de Abril a 30 de Junho, enquanto os patrulhamentos motorizados e apeados, assim como o combate ao fogo na primeira intervenção com sapadores especiais decorrerão entre 1 de Junho e 30 de Setembro. Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Montalegre, Chaves, Lamego, Lousã, Boticas, Arganil, Pampilhosa da Serra, Leiria, Mira, Pedrogão e Sintra são as principais zonas onde se fará sentir a acção dos militares do Exército na prevenção de fogos florestais. O Norte do país foi privilegiado para a intervenção do Exército por ser a zona onde se localizam as matas nacionais e onde se registaram mais fogos em 2003, explicou o ministro da Agricultura. Em 2003 o Exército empenhou na prevenção e combate aos incêndios florestais 12.965 homens, 1.604 viaturas, 150 equipamentos pesados de engenharia, 210 auto-tanques e 273 geradores, o que representou um encargo financeiro de 200.000 euros, foi revelado na altura pelas autoridades militares.

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