Região

Plataforma quer CIMBSE a defender abolição das portagens

Assembleia
Escrito por Efigénia Marques

Assembleia Cívica P´la Reposição das SCUTS no Interior decorreu na Guarda na segunda-feira

A Plataforma P´la reposição das SCUTS na A23 e A25 apelou esta segunda-feira à Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) para que, «de uma vez por todas, tome uma posição sobre esta temática porque tem responsabilidades neste território».
O desafio foi feito durante uma “Assembleia Cívica”, que decorreu na Guarda para continuar a exigir um desconto efetivo de 50 por cento no preço das portagens, a redução de 75 por cento para veículos elétricos e não poluentes, a isenção de pagamento para os residentes no interior do país e o compromisso de eliminação das portagens no Orçamento de Estado para 2023. «É preciso que a CIMBSE tome uma posição clara sobre esta matéria», defendeu Luís Veiga, um dos elementos da Plataforma. O movimento que reúne sindicatos, empresários e cidadãos disse ainda que a redução do preço para metade, aprovada na Assembleia da República, afinal, não passou de um «embuste» por parte do Governo.
Luís Veiga também afirmou que a Plataforma estava certa, quando em 2011, foi apresentado um estudo com mais de 500 empresas da região, sendo que «a previsão sobre as consequências negativas da aplicação de portagens veio a confirmar-se», sublinhou o empresário. «Aumento de custos a montante e a jusante, exportações em queda, subida do desemprego, desinvestimento superior a 35 por cento, deslocalização de empresas para outras regiões do país, redução do nível de vida e do rendimento “per capita” e da mobilidade». Para além destes aspetos, Luís Veiga referiu também o aumento da sinistralidade, «tendo em conta que os veículos pesados passaram a circular por estradas secundárias e dentro das localidades».
Luís Garra, um dos rostos mais visíveis da Plataforma, destacou a importância das Assembleias Cívicas e salientou que «a luta só terminará quando os objetivos forem concretizados». O sindicalista também comentou as recentes declarações da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, dizendo que «são declarações infelizes». A Assembleia Cívica P´la Reposição das SCUTS no Interior aprovou por unanimidade um documento para apresentar ao atual e futuro Governo com as reivindicações já conhecidas e solicitar «que os partidos concorrentes às eleições de 30 de janeiro assumam o compromisso público e escrito, com propostas no âmbito da discussão do OE para 2022, de forma que ainda este ano se concretizem as propostas apresentadas pelo movimento».

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Efigénia Marques

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