Política

«Não há solução à vista para o Hospital da Guarda», diz líder da concelhia do PSD

Escrito por Luís Martins

O presidente da concelhia do PSD da Guarda esteve reunido, na semana passada, com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e, no final, desabafou aos jornalistas que saiu «ainda mais preocupado porque não há resolução à vista, nem linhas condutoras para ultrapassar a situação».

Júlio Santos explicou que a sugestão transmitida é «se cada um de nós tiver um problema em casa devemos ligar para o SNS24 para ser automaticamente encaminhado para um hospital que tenha a especialidade necessária aberta nesse dia». No entanto, o dirigente referiu que «o hospital mais próximo está a mais de 50 quilómetros e nestes casos todos os segundos contam», pelo que, em dezembro, «o problema vai agravar-se». O social-democrata disse ainda que «nem tutela, nem ninguém, tem solução para isto», e, com alguma ironia, acrescentou que a partir de janeiro «aposto que não vão existir os mesmos problemas», uma vez que as horas extra de cada profissional de saúde «voltam a ficar a zero».

O problema é que, neste momento, «o “estado da arte” vai-se agudizando», alertou o líder da concelhia do PSD. Júlio Santos recorda que a situação «poderia ser minimizada se fosse adotado um programa que foi instituído há várias décadas. Ou seja, “obrigar” os chamados médicos recém-formados a passar dois anos fora dos hospitais dos grandes centros urbanos, a vir para o interior do país, neste caso, para o distrito da Guarda». Neste momento, há cerca de quatro dezenas de unidades de saúde no país com limitações nos serviços de Urgência. O Hospital da Guarda é dos que apresenta mais complicações, uma vez que não consegue, nalguns dias da semana, assegurar escalas a seis especialidades: Ginecologia/Obstetrícia, Cirurgia Geral, Ortopedia, Via Verde AVC, Medicina Interna e Anestesiologia.

O líder da concelhia social-democrata revelou que também abordou a situação dos enfermeiros que «entraram aquando da Covid e ainda não têm regularizada a questão profissional, continuam precários. Foi-nos dada a garantia que, a pouco e pouco, vão ingressar nos quadros», referiu Júlio Santos.

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