Um olhar para 2019

Escrito por Helena Saraiva

O que esperar de 2019?
O que podemos esperar (e devemos recear) de 2019? O INTERIOR voltou a desafiar personalidades, autarcas, políticos e jornalistas a partilhar a sua opinião sobre o novo ano, bem como as suas aspirações, preocupações e anseios. Nesta edição publicamos os primeiros contributos, mas há mais para ler nas próximas semanas.

Nesta altura do ano é frequente renovarem-se os votos de bom ano, os desejos de um novo ano melhor que o anterior, na perspetiva de olhar para a possibilidade de construir oportunidades e de fazer evoluir de forma positiva as situações com que todos, como coletivo, nos deparamos.
Assim dentro do espírito da época, o meu desejo é que o ano de 2019 traga a possibilidade de uma efetiva mudança, de construção de oportunidades que assumam impacto positivo sobre a Guarda e a Região.
Mudança que se consubstancie em alguns temas muito relevantes, tais como:
– Apoio efetivo da administração central às regiões do interior, através de medidas como a diminuição das portagens; o incentivo à criação e manutenção de empresas, recorrendo à dotação de benefícios fiscais relevantes e substanciais e a diminuição e racionalização dos processos burocráticos administrativos que tanto dificultam a localização de novas entidades que criem valor;
– Possibilidade da Guarda poder contar com o seu Hospital, de forma a que esse constituísse um fator de atração de população – um hospital dotado não só de condições físicas condignas em todas as valências, mas também, e essencialmente, dotado dos recursos humanos necessários, onde o número de profissionais permitisse o funcionamento de todas as especialidades, com a subjacente capacidade de os cidadãos se sentirem seguros e acompanhados nesta área tão importante;
– Concretização plena do funcionamento da teoria da triple hélice na região e mais especificamente na Guarda, através da aliança efetiva e intensa entre os poderes da sociedade civil (empresas e outras entidades), da governação e do ensino superior; neste ponto seria essencial que as soluções considerassem a via da competência e a existência de massa crítica que possuem, não optando por soluções de via única, desadequada e anacrónica;
– Inversão da tendência da tão propalada desertificação do interior, a qual parece vir a permitir a diminuição do número dos participantes na representação da Região nos órgãos nacionais de decisão política – a questão da diminuição do número de representantes do distrito na Assembleia da República parece continuar a persistir;
– Finalmente e acabando com uma nota positiva, que a Guarda continue o seu processo transformação numa cidade vibrante, em que existe vida e intervenção cívica.
Acabo este olhar, desejando aos leitores de O INTERIOR: Bom ano!

* Professora na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPG

Sobre o autor

Helena Saraiva

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