Cara a Cara

«Temos o dever de prestar um serviço educativo de qualidade, inclusivo e diferenciador, onde nenhum aluno fica para trás»

Cara
Escrito por Efigénia Marques
P – Foi eleito diretor do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque (AEAAG), qual é a sua prioridade? R – A minha prioridade é contribuir para a missão da instituição na prestação de um serviço público de excelência e diferenciador, projetando o futuro na visão e valores que traduzam a humanização, o conforto, a segurança, a inovação e a mudança que desejo para a organização. Diariamente, o AEAAG presta serviço a mais de 2.000 alunos e são eles o motivo do futuro Projeto Educativo, que terá em conta o bem-estar dos recursos humanos, uma resposta às necessidades das famílias, uma relação estreita e de confiança com a comunidade, o alargamento da rede estratégica de parceiros e um desempenho pautado pelo rigor científico e pedagógico das suas práticas formativas. Sendo as pessoas o ativo mais importante do Agrupamento, pretendo proporcionar condições de conforto, segurança e humanização que conduzam ao bem-estar e confiança de todos. Por outro lado, tenciono criar as condições necessárias para a inovação e mudança dos ambientes de aprendizagem em matéria de pedagogia, arquitetura e tecnologia. P – O que falta fazer no Agrupamento? R – Tendo em conta o contexto de complexidade das sociedades globalizantes, as incertezas sobre o amanhã, as competências para as profissões do futuro e os desafios que se colocam à Humanidade, o AEAAG tem o dever de prestar aos seus alunos um serviço educativo de qualidade, inclusivo e diferenciador, onde nenhum aluno fica para trás e todos são relevantes, contribuindo, desta forma, para a formação e capacitação de cidadãos conhecedores e competentes, capazes de enfrentar os desafios da vida de forma consciente, crítica, reflexiva e criativa na construção de uma sociedade justa, equilibrada e sustentável. O desafio é acompanhar as tendências da educação, as boas práticas pedagógicas nacionais e internacionais, de forma a inovar, em segurança. Ampliar o conceito de escola aberta à comunidade é outro desafio para concretizar, criando condições para trazer a sociedade civil à escola de modo a enriquecer a oferta curricular e extracurricular aos nossos alunos nos domínios da cultura, arte, música e expressões e manualidades. P – Que projetos acha possível implementar neste mandato? R – O espaço dedicado a esta rubrica não permite apresentar todos os projetos previstos. Contudo, o Projeto de Intervenção que submeti a sufrágio do Conselho Geral será, brevemente, tornado público e poderá ser consultado pela comunidade educativa e pela sociedade em geral. Mas gostaria de destacar a desburocratização e simplificação dos processos, a inovação pedagógica nas práticas educativas, a criação/transformação de ambientes de aprendizagem humanizados, ativos e flexíveis, o desenvolvimento do trabalho colaborativo, o investimento nas relações pessoais e a autoavaliação como instrumento para a prestação de um serviço educativo de excelência. P – Permanecem as queixas relativamente ao aquecimento no edifício sede do Agrupamento, o que espera fazer para terminar com o problema? R – As insuficiências que se verificam são, em grande medida, a consequência da inadequação dos materiais e técnicas de construção às condições climatéricas e amplitudes térmicas da Guarda. A direção cessante diligenciou continuamente para tornar mais eficazes os sistemas de climatização existentes. Este ano letivo, a escola sede conta com melhorias significativas nas salas de aula e noutros espaços escolares em resultado dessas intervenções/alterações. Está, entretanto, agendada a colocação de um sistema de climatização no gimnodesportivo para responder a uma necessidade urgente, pois, no Inverno, as temperaturas no interior do pavilhão dificultam a prática de atividades desportivas. Durante este mandato diligenciarei para que se concretize a manutenção em larga escala prevista pela Parque Escolar, que permitirá substituir materiais desadequados e eliminar os defeitos construtivos. P – Já escolheu a sua equipa? Quem são? R – Os elementos estão a ser convidados. Tenho intenção de garantir ao Agrupamento uma equipa diversificada, representativa de áreas e ciclos de ensino e uma dimensão humana reconhecida. P – Para controlar a transmissão do vírus no meio escolar defende a suspensão das aulas e o regresso ao online ou uma maior testagem dos alunos? R – A DGS e o Ministério da Educação deram às escolas instruções claras para mitigar os efeitos desta pandemia e conter a sua propagação. O AEAAG cumpre escrupulosamente essas orientações diariamente. Os diversos relatórios elaborados na sequência do período de ensino à distância revelaram significativos prejuízos para as nossas crianças. A suspensão das aulas e o regresso do ensino à distância não são solução. Esta opção deverá ser sempre uma solução de recurso perante o agravamento da situação pandémica.  

JOSÉ ANTÓNIO SOARES CARVALHO

Idade: 43 anos Naturalidade: S. João da Madeira Profissão: Docente Currículo (resumido): Licenciado em Educação Física e Desporto (ensino de) pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro; Pós-graduado em Administração Escolar e Administração Educacional pela Universidade Fernando Pessoa; 20 anos de serviço no ensino público português; Subdiretor da Secundária da Sé (Guarda); Professor de Educação Física do 3º Ciclo e Secundário; Professor responsável pelo enquadramento de diversas modalidades do Desporto Escolar com destaque para a modalidade de futsal e a vitória no Campeonato do Mundo da FISEC em 2013; Distinção com a medalha de Mérito Municipal em 2013 Filme preferido:“Remember the Titans”, “O Sexto Sentido” e “As Palavras que Nunca te Direi” Livro preferido: Literatura diversa sobre Educação, Liderança e Desporto Hobbies:Praticar desporto e autodidatismo sobre informática e multimédia.

Sobre o autor

Efigénia Marques

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