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TMG com descontos

Jovens, idosos, grupos, famílias ou funcionários da Câmara são os principais beneficiários

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) vai aplicar, a partir de Julho, uma política de novos descontos. Estão previstas reduções para todos os gostos, de 20 a 50 por cento, para jovens, idosos, grupos, famílias ou funcionários da autarquia. A proposta foi aprovada por maioria na última reunião do executivo, na semana passada, com o voto contra de Crespo de Carvalho e as abstenções de Ana Manso e Luís Costa, todos vereadores do PSD.

Com o intuito de criar novos públicos e de chegar a cada vez mais pessoas, o TMG alargou o leque de descontos para os bilhetes dos espectáculos e desde a passada quinta-feira que já é possível beneficiar deles na programação do próximo trimestre. Os jovens com menos de 25 anos, idosos com mais de 65 anos (inclusive), portadores de cartão-jovem ou cartão de estudante, grupos com mais de dez pessoas e funcionários municipais terão descontos de 30 por cento nos ingressos. Contudo, os grupos terão que fazer uma marcação prévia e levantar os bilhetes até 72 horas antes dos espectáculos para usufruir da redução. Já as famílias com mais de três pessoas pagarão menos 20 por cento. Por outro lado, os bilhetes ficarão a metade do preço se forem comprados passes para todos os espectáculos dos festivais ou adquiridos para todas as sessões de cinema num mês. Ou ainda para sócios do Cineclube da Guarda em sessões de cinema em co-produção. O pacote de descontos inclui igualmente a oferta de uma bebida, até um euro, no café concerto mediante a apresentação de um bilhete de cinema que não tenha sido objecto de desconto, uma vez que não são acumuláveis.

Segundo Américo Rodrigues, director artístico do TMG, a nova política de descontos impôs-se «para que todas as pessoas possam usufruir deste espaço cultural», alegando ser dispendioso para algumas bolsas assistir a dois espectáculos como a ópera ou o ballet. Uma realidade que foi tida em conta nesta tabela de descontos, já aprovada em reunião de Câmara. «Mas também para incentivar um maior ambiente de festa e o associativismo», acrescenta. Nesse sentido, Álvaro Guerreiro, presidente da Câmara Guarda, reconhece que «ainda não é possível fazer um balanço rigoroso» quanto à afluência do público ao TMG, mas garantiu que o mesmo será feito «oportunamente com dados específicos». Para o autarca, o primeiro mês «ainda não pode ser objecto de estudo», invocando a novidade do espaço e o efeito surpresa da programação. O executivo camarário ainda aprovou, por unanimidade, o contrato-programa para 2005 entre a autarquia e a Culturguarda, no valor de 2,5 milhões de euros. Um protocolo de transferências financeiras que apenas formaliza o que já estava definido aquando da criação desta empresa municipal.

Patrícia Correia

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