Este é o fim-de-semana com mais vitalidade, com mais eventos, com mais atividades e animação do ano. Por toda a região, a “folia” aparece um pouco por todo o lado e os foliões não têm por onde escolher.
Mesmo sem as miniférias de Carnaval, são esperadas milhares de pessoas, entre forasteiros e locais, para assistirem aos eventos que proliferam pela região.
Os produtos endógenos são a base e a referência da maioria destes certames.
A Feira do Fumeiro, dos Sabores e do Artesanato em Trancoso será o destino obrigatório de todos os que apreciam os sabores tradicionais e, por estes dias, pretendem degustar e comprar o que de melhor se faz na região: os enchidos, o queijo e os produtos da terra e da tradição beirã. A feira de Trancoso é já uma referência nacional no sector e este ano terá na vida animal mais um argumento para visita.
O queijo da Serra será apreciado em Fornos de Algodres (mas também o Cão da Serra). E também em Celorico da Beira e Aguiar da Beira, dois concelhos onde o fresco das pastagens, a qualidade do leite e das ovelhas e a capacidade dos produtores lhes permite celebrar com distinção um dos produtos gastronómicos mais apreciados do país.
O movimento de pessoas por estas feiras, e também pela capital da Amendoeira em Foz Côa e pela Feira das Tradições de Pinhel, será determinante para a dinamização económica dos respetivos concelhos. As expetativas estão cada vez mais altas, até porque a aposta na qualidade e capacidade de comercialização dos produtos endógenos tem merecido um grande investimento e um enorme esforço por parte dos produtores e das instituições que na região são parte do processo produtivo e organizacional. Por isso, estes dias representam muito para os produtores, para os agricultores, para os artesãos da região, para escoarem os seus produtos e melhorarem a rentabilidade do seu trabalho. O caminho contra a crise trilha-se na região com os produtos de sempre e às costas das feiras e eventos deste fim-de-semana.
Luís Baptista-Martins