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Infracções detectadas pela GNR nos recursos hídricos renderiam cinco milhões de euros em coimas

Montante é referente a 40 autos de contra-ordenação levantados desde Janeiro a empresas e particulares pelo Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente

Os autos de contra-ordenação levantados, desde Janeiro, pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR da Guarda por infracções nos recursos hídricos renderiam cerca de cinco milhões de euros se as coimas fossem aplicadas.

Segundo Monteiro Antunes, comandante do comando territorial, esse valor resulta «apenas de 40 autos levantados a empresas e particulares, o que mostra a gravidade das infracções detectadas pelos guardas em rios, albufeiras e poços». O dado foi revelado durante a apresentação das primeiras comemorações do Dia da Unidade, agendadas para 2 de Dezembro, às quais estavam associadas as Iªs Jornadas sobre “Preservação de recursos hídricos e florestais – Uma abordagem transfronteiriça”, que decorreram terça-feira, na Guarda. «Os autos são remetidos para as Administrações de Recursos Hídricos do Centro e Norte, entidades às quais compete concluir os processos e aplicar ou não estas ou mais coimas», acrescentou. Já na área dos recursos florestais, entre Janeiro e 15 de Novembro, a GNR interveio em 650 ignições, tendo sido remetidos para a PJ investigar 195 autos de prática de crime de incêndio florestal. A estes somam-se mais 52 autos de contra-ordenação devido sobretudo a queimadas.

As patrulhas detectaram ainda 240 infracções à legislação de protecção da floresta e prevenção de incêndios florestais em vigor, sendo que o valor das coimas a eles associadas é superior a 44 mil euros. Segundo o coronel Monteiro Antunes, a grande maioria destes autos verificou-se em Seia (104), Guarda (44), Trancoso (23), Gouveia (17) e Pinhel (13). «A fiscalização do SEPNA pretende disciplinar os actos que levam à poluição de solos, recursos hídricos e florestais, mas também serve para esclarecer e informar as populações. Essa missão tem sido cumprida, mas precisa de ser reorientada por força do novo Código Florestal, que tem novas normas e várias alterações», refere o oficial. O comandante assume que a fiscalização ambiental tem cada vez mais importância na actividade operacional da GNR, mas apela à colaboração de outras entidades, nomeadamente na prevenção dos fogos florestais.

«As autarquias, os corpos de bombeiros, as associações de produtores e as Juntas devem promover campanhas de sensibilização direccionadas para determinadas pessoas, como os pastores, os caçadores ou os agricultores, para se reduzirem os comportamentos de risco. A chamada de atenção das pessoas não pode ficar só pelos nossos agentes», afirmou Monteiro Antunes.

GNR comemora Dia da Unidade

O comando territorial da GNR da Guarda vai celebrar, pela primeira vez, o Dia da Unidade, uma efeméride tornada possível com a reestruturação introduzida em Janeiro deste ano. As cerimónias estão marcadas para quarta-feira, já que foi a 2 de Dezembro de 1914 que chegou à cidade a primeira companhia desta força policial.

Está prevista uma cerimónia militar, pelas 10h30 horas, na sede do Comando, a que se seguirá a exibição do carrossel motorizado da GNR, cujas acrobacias e perícia são amplamente conhecidas. As comemorações estão abertas à população em geral, sendo presididas pelo comandante operacional da GNR, tenente-general Meireles de Carvalho.

Luis Martins «Valor mostra a gravidade das infracções detectadas», afirma o comandante Monteiro Antunes

Comentários dos nossos leitores
Carlos carlospereira23@sapo.pt
Comentário:
«As autarquias, os corpos de bombeiros, as associações de produtores e as Juntas devem promover campanhas de sensibilização direccionadas para determinadas pessoas, como os pastores, os caçadores ou os agricultores, para se reduzirem os comportamentos de risco. A chamada de atenção das pessoas não pode ficar só pelos nossos agentes», afirmou Monteiro Antunes. Concordo plenamente sr. Comandante, só é de lamentar as coimas aplicadas aos agricultores quando o seu objectivo, ao desbravarem mato para criar asseiros, cortam algum carrasco para protegerem os outros do fogo devorador. Convém primeiro avisar e só depois actuar…
 

Infracções detectadas pela GNR nos recursos
        hídricos renderiam cinco milhões de euros em coimas

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