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Fórum florestal empossado na Guarda

Organismo nacional tem como prioridades escoar a produção e captar investimento para o sector

Com a crise económica generalizada e sérias dificuldades no sector primário, o Fórum Florestal tomou posse, na passada sexta-feira, na Guarda. Este organismo nacional tem na Comissão Florestal do NERGA – Núcleo Empresarial da Região da Guarda a primeira União Regional do país.

Este organismo terá três missões. «Alertar o poder político para a relevância do sector na região, dinamizar as associações florestais e representá-las junto do Fórum», refere Hugo Jóia. Em representação da OPAFLOR – Associação de Produtores Florestais da Serra da Opa (Sabugal), o presidente da Comissão será um dos vice-presidentes da nova estrutura nacional, presidida por Ricardo Jacinto, da AFLOSUL – Associação de Produtores Florestais do Sudoeste Algarvio. Vice-presidente será também Carlos Santos (AFLOESTRELA – Associação de Produtores da Beira Alta), enquanto da direcção fazem parte João Ribeiro (Associação de Produtores Florestais do Alto Côa – COAFLOR) e Ribeiro dos Santos (Alto da Broca – Associação de Produtores Florestais de Vilares – Trancoso). Hugo Jóia pretende agora «trazer mercado para esta zona» e «dar escala à produção».

Além desta representatividade, o Fórum Florestal terá um órgão consultivo aos níveis económico, onde se enquadram as empresas, e da investigação, com as universidades. A sua prioridade será escoar a produção e conseguir captar investimento na floresta. «Temos de encontrar um equilíbrio entre o que são os objectivos sociais, ambientais e económicos que estas regiões têm, no sentido de ser sustentável viver e trabalhar no interior do país. Queremos criar formas de dar rentabilidade económica às actividades florestais», anuncia Ricardo Jacinto. Injectar dinheiro no sector é necessário, mas os fundos comunitários estão longe de ser a melhor solução, pois, segundo o dirigente, «os 80 e 90 por cento de verbas a fundo perdido atribuídas pelos anteriores quadros comunitários estão agora reduzidos a 50 e 60 por cento». Mas também não é essa a solução que prefere: «Queremos uma floresta que não seja subsídio-dependente, pois essa é sempre uma atitude suicida», considera.

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