Terminou no domingo a nona edição da Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural, em Vilar Formoso. Depois de uma fase de afirmação, a autarquia sustenta que o certame «já atingiu uma projeção transfronteiriça, com um público fidelizado».
Foram três dias dedicados à caça e à pesca, com exposições de caça maior e menor, de aves e mamíferos, falcoaria e cetraria. Todavia, no Pavilhão Multiusos de Vilar Formoso houve ainda espaço para acolher uma mostra de maquinaria agrícola, exposições de agropecuária e tasquinhas. À semelhança de edições anteriores, o município apostou também na animação e, este ano, contou com as atuações dos grupos “Sons do Minho” e “Amor Electro”. Mas nem só de música se fez a festa. No último dia do certame, a organização premiou os seus visitantes com um encontro de ranchos ibéricos, «de modo a juntar uma vez mais Espanha e Portugal». A nona edição da feira, que ocupou um espaço de 2.500 m2 de área coberta e 1.000 m2 de área descoberta, contou com cerca de 80 expositores.
De acordo com o presidente da Câmara, «não conseguimos instalar todos os expositores que mostraram vontade para estar presentes. Aliás, tivemos que alugar quatro espaços superiores ao que temos disponível e acho que só isso já demonstra a dimensão que esta feira tem vindo a alcançar». A data escolhida para a concretização do certame foi igualmente propositada, tendo coincidido com o mercado mensal de Vilar Formoso, «de modo a divulgar a feira e para que quem participou pudesse fazer negócio», explicou António Baptista Ribeiro. Para a autarquia, um dos grandes sucessos foi o colóquio subordinado ao tema “Caça e Conservação – Encontro Ibérico”, que juntou técnicos de Espanha e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). «Houve uma troca de experiências que consideramos muito útil para a preservação do coelho-bravo, inclusivamente deu-se a celebração de protocolos entre as associações do concelho de Almeida e o município para a instalação de cercados», adiantou o vice-presidente almeidense.
Sem adiantar os custos do certame, José Alberto Morgado revelou que foram «integralmente suportados pela autarquia, uma vez que ainda não houve libertação de fundos comunitários». Porém, o município considera que o investimento «é bem direcionado e tem retorno na economia local». Quanto ao fluxo de visitantes ainda não há um número absoluto, mas, de acordo com o vice-presidente, a organização estima que tenham passado pela feira, «ao longo dos três dias, cerca de 20 mil pessoas. Um número que supera as nossas expectativas, bem como o alcance do ano passado».
Sara Guterres



