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As principais notícias dos últimos 12 meses

O INTERIOR recorda nesta edição os temas que estiveram em destaque nas nossas edições ao longo do ano que agora termina. A inauguração do novo bloco do Hospital da Guarda, a detenção de José Sócrates, o encerramento dos tribunais da Mêda e de Fornos de Algodres, bem como as comemorações do 10 de junho na Guarda foram alguns dos acontecimentos que marcaram a região em 2014.

Janeiro

A primeira edição de O INTERIOR em 2014 titulava em destaque que a abertura do novo pavilhão do Hospital da Guarda tinha sido finalmente desbloqueada e uma semana depois começavam a funcionar as consultas externas no novo edifício. Foi adjudicada a primeira fase das obras de reabilitação da Sé da Guarda, orçadas em cerca de 238 mil euros. Em Aldeia Viçosa, no concelho da Guarda, os eleitos do PS não tomaram posse e não justificaram a ausência. Na Covilhã, a vereadora socialista Paulo Simões renunciava ao mandato pouco mais de dois meses após ter tomado posse, sendo substituída por Jorge Torrão. No desporto, a propósito da morte de Eusébio, recordava-se que o “pantera negra” tinha ajudado a encher o Estádio Municipal há 22 anos quando participou num jogo amigável com as Velhas Guardas da Desportiva da Guarda. Na semana seguinte, o European Research Council (ERC) atribuiu um financiamento de dois milhões de euros ao Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud liderado pelo investigador Rui Costa, natural da Guarda. Em Trancoso, um Processo Especial de Revitalização (PER) “salvava” a Misericórdia local, que tinha uma dívida de 4,5 milhões euros, dos credores. A água ficava mais cara na Guarda e em Gouveia. Victor Afonso encarava com «toda a naturalidade» o convite para ser programador do TMG. Tribunal de Contas condenava Júlio Sarmento, ex-presidente da Assembleia Distrital, por não entregar contas daquele órgão intermunicipal. Integração do IPG na UBI era recusada pelo secretário de Estado do Ensino Superior e antigo Sanatório Sousa Martins era declarado de interesse público pela secretaria de Estado da Cultura. Mário Patrão, piloto de Seia, terminava o Rali Dakar na 30ª posição na categoria de motas, naquela que foi a sua segunda participação na prova. Na última edição de janeiro, ficava a saber-se que a Câmara da Guarda resolvia o acesso ao Bairro da Luz com a construção de uma rotunda e abria concurso para a construção de um parque TIR na PLIE. Tribunal de Trabalho condenava ULS da Guarda a reintegrar e a indemnizar duas enfermeiras que tinham sido dispensadas em 2011. Avançava o saneamento financeiro na Câmara da Covilhã. Na política, Jorge Libânio derrotava Sérgio Duarte e era eleito presidente da concelhia da Guarda do PSD. Situação financeira da Fundação Côa Parque agravava-se com os trabalhadores a ficarem sem receber o salário de janeiro.

Fevereiro

Conclusão da eletrificação da Linha da Beira Baixa até à Guarda, modernização da Linha da Beira Alta até à fronteira e ligação do antigo IP5 a Espanha foram os únicos projetos da região incluídos no estudo das infraestruturas de elevado valor acrescentado. Condutor ferido em acidente a 17 quilómetros da Guarda morreu a caminho do Hospital de Viseu, cuja VMER foi requisitada para assistir a vítima em virtude da equipa da Guarda estar inoperacional nesse dia. Ainda na Guarda, a cidade recebia o primeiro nevão do ano sem problemas de maior e um homem barricava-se em casa durante mais de um dia. Câmara liderada por Álvaro Amaro anunciava poupar 180 mil euros na contratação de serviços externos, baixava preços dos lotes na PLIE para captar investidores e acabava com departamentos e chefias de serviço. Municípios da Mêda e de Fornos de Algodres avançavam com providências cautelares para tentar impedir o fecho dos respetivos tribunais. Em entrevista a O INTERIOR, o presidente do IPG defendia que era «o despacho anual de vagas do secretário de Estado que liquida os politécnicos do interior ano após ano». Centro Hospitalar da Cova da Beira surgia melhor classificado que a ULS da Guarda no ranking nacional. Na economia, 19 empresas da região integravam listas de PME Excelência. Novo acidente na passagem de nível da Quinta das Bertas, na Guarda, voltava a assustar. Operação “Censos Sénior 2014” identificava 2.650 idosos a viverem sozinhos e isolados no distrito da Guarda. Câmara da Covilhã contestava contratos com Bragaparques e Somague, estabelecidos pelo anterior executivo, e era obrigada a devolver 714 mil euros ao PRODER por ter recebido verbas que não aplicou na eletrificação e beneficiação de caminhos agrícolas. “Missão Sorriso” atribuía 10 mil euros a serviço da ULS da Guarda e seis mil a projeto da Mutualista Covilhanense. Na região, exportações de Queijo Serra da Estrela tinham tendência de crescimento. Covilhã e Guarda figuravam entre os 50 melhores concelhos para se viver.

Março

Presidente da CP veio à Guarda garantir que a conclusão da Linha da Beira Baixa é de «interesse nacional», mas não se comprometia com datas. Despesas com pessoal na Câmara da Covilhã diminuíam quatro mil euros em comparação com o ano anterior. Fornos de Algodres manifestava-se contra intenção do Governo de encerrar o tribunal da vila. Em Manteigas, secretário de Estado dos Transportes confirmava que a construção dos IC’s 6, 7 e e 37 estava «garantida». Tribunal de Contas chumbava fusão de empresas municipais da Guarda. Vítor Pereira, presidente da Câmara da Covilhã, acusava o seu congénere fundanense Paulo Fernandes de «imperdoável deslealdade» por ter defendido projetos diferentes dos reclamados pela CIM das Beiras e Serra da Estrela. António Ruas e José Gomes, nomes propostos para secretários daquele órgão eram chumbados pelos deputados socialistas da assembleia intermunicipal. Câmara de Fornos de Algodres era declarada como estando em falência técnica. Microsoft “multava” Câmara da Guarda em 337 mil euros por utilizar licenças de programas informáticos já expiradas e outras ilegais. O INTERIOR avançava que a empreitada do novo bloco do Hospital da Guarda ia ser investigada pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS). Serra da Estrela era considerada a região mais pobre da Europa. Guarda era confirmada como a anfitriã das comemorações do Dia de Portugal. Reuniões da Câmara da Covilhã passavam a ser gravadas por solicitação do vereador Pedro Farromba. Maternidade da Guarda era brindada com um “baby boom” com 27 bebés a nascerem numa semana.

Abril

Criminalidade violenta baixava 10 por cento na região. Em Seia, ara era notícia por investir três milhões na sua fábrica de calçado. Vários restaurantes da região concorriam ao “Melhor Arroz de Portugal”. Era inaugurada a Pousada da Serra da Estrela no antigo Sanatório dos Ferroviários que recebeu reservas oriundas de mais de uma dezena de países para o primeiro mês de funcionamento. Programação do TMG para o segundo trimestre custava menos 17 mil euros em comparação com o período homólogo do ano transato. Era dada como oficial a entrada em vigor do novo mapa judicial que confirmava o encerramento dos tribunais de Fornos de Algodres e Mêda. Na segunda edição deste mês, O INTERIOR titulava que Joana Malaca, a mandatária da Juventude da candidatura de Álvaro Amaro, tinha sido contratada pela Câmara da Guarda. Na edição seguinte, o autarca garantia que a contratação apenas custava 250 euros ao município. Impasse continuava na CIM que permanecia sem secretários executivos. Pedro Tavares recandidatava-se à presidência do Nerga. No Desporto, o Gouveia sagrava-se campeão distrital e o Guarda Unida vencia a Taça da IIª Divisão. Era confirmada a participação de 100 expositores na Feira Ibérica de Turismo, realizada na Guarda. Na Mêda, Paulo Amaral, eleito pelo PSD, passava a assumir funções de vereador a tempo inteiro e a integrar o executivo socialista liderado por Anselmo Sousa.

Maio

Auditoria externa relevava que a Câmara da Guarda tinha um passivo global de 91 milhões de euros. “Expand Your Mind” devolvia vida por três dias à Garagem de São João, na Covilhã. Presidente da REFER garantia na Guarda que a conclusão da Linha da Beira Baixa ficará pronta até 2020. Em Belmonte, José Sócrates era homenageado pelo município e recebia as “chaves do castelo”. Feira Ibérica de Turismo atraía milhares na sua primeira edição. Guarda era o concelho da região que mais importava e exportava, sendo que só a empresa Coficab, sediada em Vale de Estrela, exportava quase tanto como o concelho da Covilhã. Fadista Mariza era confirmada como uma das atrações do Festival do Vinho do Douro Superior, realizado em Vila Nova de Foz Côa. Sporting da Covilhã assegurava a manutenção na IIª Liga de futebol e AD Fundão fazia história ao conquistar a Taça de Portugal de futsal. Trabalhadores da DURA, em Vila Cortês do Mondego, faziam greve por se considerarem discriminados relativamente aos prémios pagos no Carregado. Águas do Zêzere e Côa anunciava ir interpor injunções para cobrar dívidas de 58 milhões a municípios da região. Responsáveis da UBI e IPG mostravam-se desconfiados com a proposta de novo modelo de financiamento do ensino superior. Fogos da Covilhã e Trancoso, ocorridos em 2013, causaram prejuízos de milhões de euros. Carlos Peixoto derrotava Rui Ventura e era eleito presidente da Distrital do PSD da Guarda. Parque Escolar adiava obras em escolas da Guarda, Celorico da Beira e Seia. Na Covilhã, Pedro Farromba deixava Parkurbis, por decisão da nova administração liderada por Jorge Patrão. Ministério Público acusava Ana Manso de abuso de poder no caso da transferência do seu marido de Castelo Branco para a Guarda. Desportivo de Gouveia conquistava Taça de Honra da AFG e consumava a “dobradinha”. Ministério da Educação queria fechar 62 escolas na região. Ana Abrunhosa, deputada municipal na Mêda, assumia a presidência da CCDRC. PS vencia por pouco as eleições europeias no distrito da Guarda.

Junho

Guarda voltava a ser a “capital de Portugal” ao acolher as comemorações do Dia de Portugal. Eduardo Lourenço, Álvaro Amaro, Rui Costa, Madeira Grilo e Outeiro de S. Miguel eram condecorados pelo Presidente da República. Neste mês assinalavam-se os 50 anos da inauguração da fábrica da Renault na Guarda. ULS da Guarda contratava 43 enfermeiros precários. PT e UBI anunciavam a intenção de criar um centro de investigação na Covilhã. Era desmantelado um grupo que traficava haxixe junto de escolas da região. Em Fornos de Algodres, era notícia o facto da Serra da Esgalhada ter sido “oferecida” a um privado pelo anterior executivo. Distrito da Guarda perdia 4.767 pessoas desde 2011. Na Covilhã, edifícios do Teatro-Cine, Câmara, Correios e CGD eram classificados como conjunto arquitetónico de interesse público. Câmara da Guarda queria reestruturar dívida com novo empréstimo de 12,9 milhões. Fernão Joanes acolhia Europeu de Motocross. Ministro da Saúde, Paulo Macedo, inaugurava novo edifício do Hospital da Guarda e anunciava mais investimento. Ministério da Educação confirmava fecho de 13 escolas no distrito da Guarda. No Fundão, multinacional francesa Altran comprometia-se a criar 300 postos de trabalho até 2018.

Julho

Secretário de Estado dos Transportes anunciava na Guarda que a ligação ferroviária entre Aveiro e Vilar Formoso ficaria decidida até final do ano. Álvaro Amaro informava a Assembleia Municipal da Guarda de que iria remeter a compra da Quinta da Maúnça para o Ministério Público para dissipar «dúvidas» na transação do espaço educativo florestal. Em Figueira de Castelo Rodrigo era suspensa a dissolução da empresa municipal. Na Guarda, massa insolvente da Gonçalves & Gonçalves punha “Bacalhau” à venda. Na saúde, ministro desviava vaga de Gastrenterologia da Covilhã para a ULS da Guarda, em virtude do pedido de demissão da diretora clínica. Também na Guarda, queda de pedras provocava a morte a dois trabalhadores. Manuel Frexes vencia eleições para a Distrital de Castelo Branco do PSD e anunciava querer que o distrito passe a formar uma única CIM. D. António Monteiro era nomeado bispo de Aveiro e Festa do Pêssego era novidade na Feira de S. Tiago, na Covilhã. Câmara da Guarda conseguia 12,9 milhões de euros para reestruturar dívida e cerca de uma centena de pessoas manifestava-se contra fecho de escolas. Cerca de uma dezena de professores não realizava prova de avaliação que decorria sob protestos na Guarda. Neste mês, ficava a saber-se também que as portagens na A25 e A23 eram das que mais rendiam. Municípios da região deviam 377 milhões em 2013 e Guarda era o distrito com segunda maior área ardida do país. Insolvências aumentavam no primeiro semestre. Guardense David Rodrigues recebia notícia de que iria estrear-se na Volta a Portugal em bicicleta.

Agosto

Na primeira edição deste mês, O INTERIOR noticiava que a China abria mercado a empresas de lacticínios da região. Agosto foi também o mês onde as capeias voltaram a ditar leis no concelho do Sabugal. Nesse sentido, acompanhámos o festival do forcão que este ano decorreu na Praça de Toiros do Soito. Amianto era detetado em escolas, postos da GNR e hospitais da região. Museu Judaico de Belmonte acolhia 10 mil visitantes no primeiro semestre do ano. Em meados do mês, Moreira de Rei, em Trancoso, continuava à espera de apoios após fogo de 2013. Concelhos de Celorico da Beira, Pinhel e Mêda perderam quase metade dos seus jovens numa década. Câmara da Guarda anunciava repor subsídio aos bombeiros em 2015 e queria esclarecer rapidamente modelo de gestão da PLIE e. Em Vila Nova de Foz Côa era posta a concurso a segunda fase do Centro de Alto Rendimento de Remo no Pocinho. Cortes no financiamento do Estado obrigavam IPG a aumentar valor das propinas. Na última edição do mês, O INTERIOR titulava que este era um ano de menos vinho mas de melhor qualidade. Em Figueira de Castelo Rodrigo era aprovada a dissolução da empresa municipal, contemplando o despedimento de 34 trabalhadores. Câmaras de Fornos de Algodres e Celorico da Beira eram obrigadas a recorrer ao Fundo de Apoio Municipal e em Pinhel era inaugurada a Casa da Cultura.

Setembro

Em Almeida, recriação do Cerco voltava a atrair milhares de curiosos. Novo cabo dos Forcados de Coimbra é natural dos Fóios. Re-food dava os primeiros passos na Guarda. Era confirmado o encerramento dos Tribunais da Mêda e de Fornos de Algodres. IPG era o melhor politécnico do interior na primeira fase de acesso ao ensino superior e desistências faziam aumentar número de vagas disponíveis na segunda. “Bacalhau” era vendido por cerca de 900 mil euros à Fundação Augusto Gil de modo a garantir as instalações da escola profissional Ensiguarda. A Mercedes escolhia a Sodecia, instalada na Guarda, para fabricar peças exclusivas. Fogos consumiam 2.500 hectares nos concelhos de Seia e Almeida. José Albano Marques era reeleito para um quarto mandato à frente da Federação do PS da Guarda. Na Covilhã, familiares de Santos Silva, presidente da Assembleia Municipal, apresentavam terreno como moeda de troca por dívida à Câmara. Morria Madeira Grilo, dirigente histórico dos bombeiros. Congresso realizado na Guarda acolhia 500 médicos. Na Sequeira, pais protestavam contra turma mista dos 1º e 2º anos. Câmara de Manteigas pedia empréstimo para pagar dívida de mais de três milhões de euros à Águas do Zêzere e Côa. Em Fornos de Algodres, era adiada uma reunião da Assembleia Municipal por falta de quórum.

Outubro

Um ano após ser eleito, Álvaro Amaro garantia em entrevista a O INTERIOR que tinha a «certeza» que ia fazer um «grande mandato», na mesma edição em que se anunciava que a Câmara da Guarda ia baixar a Derrama e aumentar o IMI. The Long Weekend, promovido pela Associação Comercial da Guarda, transfigurava o centro histórico da Guarda. António José Seguro vencia na Federação da Guarda, mas perdia para António Costa nas diretas do PS. Eleições levantaram suspeitas na secção de Foz Côa por causa do número «inaudito» de votantes registados naquela concelhia. Mesa tenista João Pedro Monteiro sagrava-se campeão da Europa de Ténis de Mesa. Na Covilhã, auditoria relevava passivo de 150 milhões na Câmara, que recebia o contributo de 1.800 pessoas para a elaboração do primeiro orçamento participativo. SMAS da Guarda apertavam o cerco a devedores ao afixar aviso na porta do prédio de quem tinha faturas por liquidar. Anunciava-se que 2014 podia ser um ano histórico para a maternidade da Guarda, uma vez que até este mês o Serviço de Obstetrícia já tinha registado mais partos do que em todo o ano passado. Câmara da Guarda resolvia “diferendo” com a Microsoft para pagar 315 mil euros pelo licenciamento de software por dois anos. Constantino Rei era reeleito na presidência do IPG e afirmava que só voltava a falar da integração da instituição na UBI «se a isso for obrigado». José Sócrates era homenageado na Covilhã com a entrega da chave da cidade e medalha de ouro de mérito municipal. No desporto, o Benfica encheu o Complexo Desportivo da Covilhã, onde o Sporting local ofereceu boa réplica mas foi afastado da Taça de Portugal. Míscaros voltavam a matar na região. Na Guarda, PSP passava a estar de plantão à porta de um bloco habitacional na zona do rio Diz para evitar que uma família de etnia cigana ocupasse um apartamento.

Novembro

No início deste mês ficava a saber-se que apenas seis Câmaras da região podiam contratar em 2015. Na Covilhã, Carlos Pinto contestava números da auditoria encomendada por Vítor Pereira e anunciava que ia enviar decisões do atual executivo para o Ministério Público. Câmara abdicava de metade da indemnização no caso do terreno no Canhoso que envolvia familiares de Santos Silva. Município da Guarda aprovava orçamento mais baixo dos últimos 12 anos. Gouveia era considerada a cidade mais envelhecida do país por um relatório do INE. Mário Patrão sagrava-se campeão nacional de todo-o-terreno pela sétima vez consecutiva. Santa Casa da Misericórdia da Guarda ia a votos com contas no vermelho e Jorge Fonseca era reeleito para o seu sexto mandato à frente da instituição. Câmara da Guarda aprovava projeto de regulamento de funcionamento do parque TIR na PLIE e anunciava que a partir de janeiro haveria um novo regulamento de trânsito para cumprir com sanções para os prevaricadores. Ministro da Saúde confirmava mais obras no Hospital da Guarda em 2015. Câmara de Pinhel era apontada como a mais transparente do distrito pela associação cívica Transparência e Integridade. Sete empresas investiam dois milhões de euros para se instalarem na PLIE. Manuel Jarmela Palos, diretor do SEF, ficava em prisão preventiva e demitia-se após se tornar o primeiro diretor de uma polícia a ser preso no escândalo dos vistos dourados. Na Covilhã, Pedro Farromba e Vítor Pereira trocavam acusações entre si. Em Manteigas, ficava a saber-se que o Externato Nossa Senhora dos Remédios corria risco de fechar. Guardense João Queiroz, ex-reitor da UBI, era nomeado diretor-geral do Ensino Superior. Guarda acolhia primeira Academia do Poder Local do PSD, que contou com a presença de Pedro Passos Coelho. José Sócrates e empresários Carlos Santos Silva eram presos, indiciados por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção. Covilhã tinha a água mais cara da região e na Guarda ficava a saber-se que o Madeiro de Natal decorreria este ano no Largo da Misericórdia.

Dezembro

Em Vila Franca das Naves, fábrica de confeções fechava e atirava 40 pessoas para o desemprego. Menor era violado por colega de escola na Sequeira e no dia da Cidade da Guarda, Álvaro Amaro anunciava intenção da Câmara de criar o “Museu da Cidade”. No ensino, escolas do Bonfim, Aguiar da Beira, Carolina Beatriz Ângelo e Manteigas eram as melhores do distrito, de acordo com um ranking nacional. Túneis da Serra da Estrela não eram unânimes no Plano Estratégico da CIM das Beiras e Serra da Estrela. Câmara da Guarda anunciava que empresas municipais iriam ser extintas mas internalizando as funções e os 63 trabalhadores. Carlos Martins, vice-presidente da Câmara da Covilhã, podia ser “arrastado” para a “Operação Marquês”. Feira das Tradições de Pinhel vai passar a ter um espaço próprio e PJ desarticulava rede de tráfico de droga na região. Guarda era a “Cidade Natal” até janeiro. No Fundão, Câmara reabilitava antiga ERES para acolher a CIMD, fábrica de metalomecânica de precisão e relojoaria de luxo que empregará cerca de 250 trabalhadores dentro de um ano. Futuro da APGUR passava a estar nas mãos da Associação Comercial da Guarda. Capital do CHCB era reforçado para regularizar o passivo de 50 milhões de euros. Na Guarda, antiga vereadora Elsa Fernandes ficava desempregada depois de o município não ter renovado o seu contrato. Em Seia, comissão de utentes do Hospital local manifestava-se contra a ameaça de fecho de serviços. Empresário Bernardo Marques comprava antigas instalações da Delphi da Guarda. Parque Natural da Serra da Estrela era cada vez mais contestado e no Fundão era criticada a devolução do Hospital à Misericórdia. Câmara da Guarda propunha régie cooperativa para gerir o TMG e Governo aumentava capital da ULS da Guarda em 12,7 milhões.

Ricardo Cordeiro

Comentários dos nossos leitores
antonio vasco s silvavascosil@live.com.pt
Comentário:
A vinda do “acabado silva” à Guarda serviu apenas para brindar algumas individualidades no global. Nada acrescentou, pois continuamos a ver passar o comboio.
 

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