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Casais de Folgosinho a Património Imaterial da Humanidade

Candidatura está a ser preparada pela Câmara de Gouveia que quer promover e salvaguardar um dos vales mais recônditos da Serra da Estrela

A Câmara de Gouveia está a preparar a candidatura dos Casais de Folgosinho, na Serra da Estrela, a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

O procedimento é sustentado na «implementação de um plano de salvaguarda integrado do património ambiental, cultural e etnográfico» desta área da freguesia de Folgosinho, adianta a autarquia em comunicado. O objetivo é promover «um modelo de valorização e conservação da riqueza endógena e cultural dos Casais de Folgosinho através de uma candidatura que reconheça publicamente as atividades produtivas e a integração humana ao longo dos séculos», acrescenta o município presidido por Luís Tadeu. Casais de Folgosinho é a denominação de um vale «de horizontes largos, situado no interior da Serra, de povoamento disperso e carácter profundamente rural, onde a paisagem é dominada por searas de centeio, pastagens e matos de giestas», descreve o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), sediado em Seia. Os Casais – assim denominados devido às quintas ali existentes – são um dos locais mais recônditos e resguardados do Parque Natural, num vale entre Gouveia e Manteigas.

Reza a lenda que os seus parcos habitantes serão os últimos descendentes dos lusitanos. Cada casal é constituído por terras de cultivo, habitações rústicas, com telhados de colmo e zinco, e currais para albergar os animais. A luz elétrica chegou há poucos anos, mas a água canalizada ainda não. Outrora considerado um santuário do pastoreio, atualmente são cada vez menos os pastores residentes. A candidatura dos Casais de Folgosinho a Património Imaterial da Humanidade acontece numa altura em que a Câmara de Gouveia está envolvida na constituição do futuro geoparque da Serra da Estrela. O projeto é uma parceria do Instituto Politécnico da Guarda com os municípios de Manteigas, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Guarda, Seia, Oliveira do Hospital, Covilhã e Belmonte, além de Gouveia.

Diz a lenda que aqui moram os últimos descendentes dos lusitanos

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