Maria Afonso

A inutilidade das coisas

"Pequenas visões por dentro vão questionando alguns silêncios. Estamos na semana santa e ninguém...

A inutilidade das coisas

"Homens devorados por sirenes são corpos errantes, calcinados, que em segredo abrem golpes e fendas...

A inutilidade das coisas

"Esmorece a sabedoria e os dias e as noites são de espanto, enquanto no bosque silenciam pedras...

A inutilidade das coisas

"Se Saramago erguesse esta rosa tudo se iluminaria, como um corpo e um destino. Poderia eu inventar...

A inutilidade das coisas

"Às memórias onde pousamos o calor das mãos. A certas músicas que sempre dançámos. Ao amor vibrante...

A inutilidade das coisas

"Nessa inquietação abafas a voz e silencias as feridas. Nas paredes acreditas ler o teu vulto e os...

A inutilidade das coisas

"A memória sempre a queimar e a balançar sobre os rochedos. Essa imperfeição muda na lentidão do...

A inutilidade das coisas

"Poetas e narradores num esforço sobre-humano dilaceram-se, abrem cicatrizes neles próprios. Vestem...

A inutilidade das coisas

"Um corpo é invadido e no peito um leve movimento provoca a explosão e o espanto, rasto dos astros...

A inutilidade das coisas

Procurávamos a carne da terra e os animais ocultos nos penhascos. O decalque de deus em nós.

A inutilidade das coisas

«Sonha com árvores que nunca viu. Sabe da sua existência pelo nome que lhe dão. Desejos de rituais...

A inutilidade das coisas

«É então que inicio viagem. Levo o meu saco de Primavera onde tudo cabe. Cada leitor pode colocar...

A inutilidade das coisas

«A onda já alastrou pela cidade baixa e eu desejo ir com a maré. Perder-me nas águas. Saber do...

A inutilidade das coisas

«Hoje, se a encontrasse, gostaria de lhe confirmar que “as beiroas são criaturas inteligentes e com...

A inutilidade das coisas

«A nostalgia dos tambores traz à luz os tempos de glória. Éramos imortais e quase anjos...

A inutilidade das coisas

«Resistir é a pauta de uma antiga canção que guardam no sangue. O fogo do outono é que as há-de...

A inutilidade das coisas

«Ficas tu com o horizonte. Sempre te pertenceu. Saberás agora o que fazer com ele.»

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