Sociedade

Praça Velha da Guarda encheu-se de velharias e antiguidades

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Escrito por Efigénia Marques

No primeiro domingo do mês, entre Junho e Outubro, a Praça Velha encheu-se de velharias e antiguidades.

Pela última vez, este ano, a Praça Velha da cidade mais alta encheu-se de velharias e antiguidades. No primeiro domingo de cada mês, entre junho e outubro, na Praça Luís de Camões, ocorreu a Feira de Antiguidades e Colecionismos da Guarda.
Entre visitantes, turistas e colecionadores, foram muitos aqueles que passaram pelo “coração” da Guarda à procura de peças de coleção e de antiquários. Uma delas foi Suse Mendes, que contou a O INTERIOR ser a primeira vez que veio a esta feira de antiguidades. «Estou a gostar muito. Comprei um conjunto de copos com jarra com folhas de ouro. É muito antigo e muito bonito», declara. Já a guardense Henriqueta Abrantes adianta que aqui tem a «oportunidade de fazer algumas comprinhas, uma vez que somos amantes de antiguidades. Por outro lado, também podemos vender algumas coisas que temos em casa». E realça o facto da feira decorrer num lugar central da cidade, «o que dá um certo movimento, pois no resto dos fins de semana o centro da Guarda é um pouco desértico».
Visitantes e curiosos circulam «fascinados» entre os vendedores, que têm peças e objetos «muito antigos, que não são fáceis de encontrar».
Há talvez milhares de produtos à venda, sendo que os mais procurados são os tapetes, vasos, quadros, candeeiros, CD’s, discos, moedas, tapeçaria e livros. Para os vendedores, o primeiro domingo de cada mês, entre junho e outubro, foi um dia diferente. «Só é pena que tenha sido a última feira de antiguidades e colecionismo deste ano», ouviu repetidamente O INTERIOR. Muitos vendem «peças antigas, calçado às vezes, peças para casa, candeeiros, copos». Junto à estátua de D. Sancho I, Carlos Mesquita vende «material de colecionismo: pin’s, selos, moedas». Tal como Mário Paiva, que aproveitou para acrescentar que na Praça Velha se trabalha «cinco vezes melhor que ao pé do hospital [Alameda de Santo André]», onde a Feira de Antiguidades e Colecionismo se realizava anteriormente. «O centro histórico é uma zona turística, só é pena não ser o ano todo», lamenta.
Numa das extremidades da praça, Carlos Afonso, vendedor de livros, discos de vinil e CD’s, é presença habitual na feira guardense. «Venho há muitos anos e é uma pena não ser o ano inteiro», assume também. O mesmo pensa Jorge Pires, para quem «o mal» desta feira é «ter fim». «É uma das grandes feiras que faço. Tenho aqui muitos clientes e há muita gente a gostar de velharias e das antiguidades na Guarda», constata, dizendo que por cá «há muito comprador de livros e muita gente que lê. E ainda compram peças que já não aparecem há 40 ou 50 anos».
«Vendo coisas da minha idade, já sou velhota. Vendo quadros, cestas, louças… de tudo um pouco. Só é pena ser por pouco tempo. Sinto-me melhor quando venho para aqui do que quando estou em casa», afirma, por sua vez, Maria Cândida, outra vendedora habitual na Feira de Antiguidades e Colecionismo da Guarda. Já João Coelho, natural da Mêda, conta que «chego às 5 da manhã à Guarda. Estou dentro da minha área de conforto. Às vezes não compensa, mas a gente tem um bichinho por isto». Na última feira deste ano os vendedores ouvidos por O INTERIOR foram unânimes em afirmar que a iniciativa «devia ocorrer todos os meses», de janeiro a dezembro. Uma opinião com que foi confrontado o presidente da Câmara no último domingo. «Tem que ser feita uma avaliação, porque temos um Inverno rigoroso. Faremos essa avaliação com os vendedores e comerciantes e iremos ponderar essa necessidade e esse pedido», garantiu Sérgio Costa.

 

Sofia Pereira

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Efigénia Marques

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