Sociedade

Hospital da Guarda leva vantagem na realização da Ressonância Magnética

Escrito por Jornal O Interior

A lista de espera para a realização de uma ressonância magnética na ULS da Guarda não vai além das duas semanas

Enquanto no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra a lista de espera para a realização de um exame de Ressonância Magnética chega a ser de um ano, no Hospital da Guarda o tempo de espera não vai além das duas semanas.
O Sousa Martins realiza estes exames de diagnóstico desde 2016 e possui o único aparelho de Ressonância Magnética na Beira Interior, pelo que também se realizam na Guarda alguns exames de utentes oriundos do Hospital Amato Lusitano, de Castelo Branco, ao abrigo de um protocolo celebrado entre as duas instituições. O Conselho de Administração (CA) da ULS confirma que o serviço de Imagiologia marca os exames «em tempo útil», por forma a que o resultado esteja disponível na data da próxima consulta. «Quando os recursos internos esgotam a sua capacidade, os exames a realizar são encaminhados para entidades externas», acrescenta o CA numa resposta escrita enviada a O INTERIOR. A Ressonância Magnética é importante para os serviços do hospital, pois «trata-se de uma técnica de diagnóstico complementar e nalguns casos fundamental atendendo a sua sensibilidade e especificidade, nomeadamente na área neurológica, abdominal, óssea e cardíaca», destaca João Correia, diretor dos serviços de Medicina Interna da ULS.
Por outro lado, torna as «respostas mais céleres, sobretudo para as situações de pacientes mais urgentes e internados, em que a realização desses exames no exterior se iria refletir em dificuldades logísticas, transportes, custos adicionais inerentes e um muito maior transtorno causado aos utentes», sublinha a administração hospitalar. Esta atividade deve-se também há existência de mais recursos humanos, pois atualmente o serviço conta com três médicas radiologistas, duas em tempo parcial, e, recentemente, passou também a contar com a colaboração de um médico neurorradiologista, em tempo parcial, indica o CA presidido por Isabel Coelho. Há ainda mais três Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) de Radiologia, que estão na Guarda desde que esta modalidade imagiológica passou a existir no Hospital Sousa Martins, há aproximadamente dois anos.
No que respeita à disponibilidade de relatórios médicos, o «neurorradiologista dedica totalmente a sua atividade aos exames de Ressonância Magnética, dando resposta aos pedidos mais urgentes e/ou de doentes internados». Já no caso dos exames da especialidade de Radiologia o hospital guardense recorre «a um serviço de Telemedicina para a realização dos respetivos relatórios», adianta a administração. Instalada em março de 2014, a Ressonância Magnética fez parte do apetrechamento inicial do novo bloco do Hospital Sousa Martins e custou cerca de 1,3 milhões de euros. Só começou a funcionar em 2016 após a resolução de problemas técnicos, nomeadamente a falta de hélio. Atualmente, face ao tipo e volume de exames solicitados, a Ressonância Magnética funciona dois dias por semana, entre as 8 e as 20 horas.

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