Sociedade

Governo mantém aulas à distância e adia exames nacionais

Escrito por Luís Martins

O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira que o «terceiro período continuará com ensino à distância», que será através de emissão televisiva até ao 9º ano, «com conteúdos pedagógicos que complementarão, mas não substituirão, o trabalho que os professores têm vindo a desenvolver com os seu alunos. Emissões diárias serão transmitidas a partir de 20 de abril no RTP Memória, emitido por cabo ou satélite e por TDT».

A declaração de António Costa foi feita no “briefing” realizado no final do Conselho de Ministros. Recorde-se que as aulas presenciais estão suspensas desde 16 de março devido à pandemia. «Esta é uma medida que se justifica. É um sacrifício que se justifica. Tem sido uma ajuda preciosa no trabalho notável que os profissionais de saúde têm feito», reconheceu o chefe do Governo, que alertou: «Ainda não podemos começar a levantar as medidas de restrição de circulação e de distanciamento social».

Segundo o primeiro-ministro, só haverá aulas presenciais nas 22 disciplinas sujeitas a exame no 11º e 12º anos, sendo as aulas retomadas em maio, mas alunos, professores e auxiliares terão de usar máscaras que o Ministério da Educação vai disponibilizar. António Costa acrescentou que devem ser dispensados professores e auxiliares que são de «grupos de risco». O calendário dos exames nacionais foi adiado, decorrendo a primeira fase entre os dias 6 e 23 de julho e a segunda fase de 1 a 7 de setembro. Em consequência, a atividade letiva «deve estender-se até 26 de junho», disso.

O 10º ano só terá aulas à distância, enquanto no ensino básico também não haverá aulas presenciais. Já o pré-escolar só poderá ser retomado quando as regras de distanciamento forem revistas porque as que estão em vigor «são impossíveis de cumprir nestas faixas etárias», declarou António Costa.

 

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