Sociedade

Easier ajuda estudantes a ingressar no ensino superior

Easier
Escrito por Efigénia Marques

Plataforma criada por jovens guardenses esclarece alunos do secundário

Em funcionamento há mais de um ano, a Easier continua a ajudar os jovens guardenses a ingressar no ensino superior. O projeto criado por um grupo de 12 jovens da Guarda aconselha os finalistas do secundário sobre as opções disponíveis no ensino superior.
O primeiro ano de funcionamento da Easier foi um período «muito importante», pois foram estabelecidas relações entre os participantes e «delineados os objetivos que pretendemos atingir no futuro», afirma Mariana Castro Lima, da direção. O propósito de ajudar os alunos do secundário foi um «objetivo que conseguimos cumprir», uma vez que este ano «já houve “feedback” de muitos estudantes que ficaram esclarecidos através das iniciativas realizadas no ano passado e ingressaram no curso que queriam por termos clarificado dúvidas», adianta.
As atividades realizadas no ano passado foram um passo importante para este grupo de jovens, como o “Easy Choices”, que envolveu estudantes universitários guardenses para explicarem as vertentes dos seus cursos de forma a esclarecer os finalistas do secundário da cidade. «Foi um projeto que reuniu pessoas da Guarda que estão a estudar fora, onde conseguimos perceber a melhor forma de atuação junto dos jovens estudantes e mostrou-nos o que podemos melhorar este ano, mas, foi sem dúvida um ano muito bom e faço um balanço positivo», afiança Mariana Castro Lima a O INTERIOR.
Com o início do novo ano letivo já houve «muita gente interessada», principalmente na fase de candidaturas, e até houve um aumento de membros, contudo, existem ainda muitos alunos «que parecem ter vergonha de nos procurar, ou preferem procurar outros canais». No entanto, a responsável garante que há «muitas pessoas a entrar em contacto connosco para esclarecerem dúvidas». A entrada no ensino superior é um passo que suscita muitos receios nos jovens que terminam o secundário e o caminho a seguir nos próximos anos não é facilitado, também pelo facto de mudarem de cidade. Na opinião de Mariana Castro Lima «não existe um trabalho que ajude os jovens a tentar perceber o que gostam» e, apesar de existirem algumas atividades na escola para os apoiar, «faltam workshops que os esclareçam».
Além destes “entraves” ao ingresso no ensino superior, há também uma «pressão externa» sobre os alunos no momento de escolher a área que querem seguir, pois «muitas vezes não escolhem um curso “fora da caixa” e de que gostam por pressão dos pais, da família e até a sociedade porque dizem que que não tem saída». Mas, para a dirigente da Easier, «é importante perceber que quando as pessoas escolhem um curso de que gostam, as pessoas são boas no que fazem ou aplicam-se mais para serem melhores», sublinha.
Contudo, a responsável mostra-se descontente pela falta de informação que existe relativamente à criação de associações, pois esse é um dos objetivos da Easier, e diz mesmo que há falta de apoios por parte do município. «Tive oportunidade de perceber que não é um problema único na Guarda, mas é uma temática onde a Guarda se pode diferenciar. Dirigi-me a algumas associações para perceber o que era necessário para fundar uma associação e as informações que recebi não foram as melhores. Se não tivéssemos o cuidado de ler a lei estaríamos a ser enganados até agora, mas vamos continuar a trabalhar para criar a associação Easier», promete Mariana Castro Lima.

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Efigénia Marques

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