Sociedade

Amianto vai ser retirado em 13 escolas da região

Escrito por Sofia Craveiro

Ainda há treze escolas com amianto na região das Beiras e Serra da Estrela e que vão ser alvo de obras para retirar essa substância cancerígena das suas estruturas.

A lista atualizada contem 578 edifícios e foi publicada em “Diário da República” no dia 23 de junho, num despacho conjunto dos Ministérios da Educação e da Coesão Territorial. Da região constam a EB e Secundária Padre José Augusto da Fonseca (Aguiar da Beira), o jardim de infância do Centro Cultural, no Colmeal da Torre (Belmonte) e as EB de São Domingos, da Vila de Carvalho, nº2 do Teixoso e Pêro da Covilhã, todas no concelho da Covilhã. A EB e Secundária de Fornos de Algodres, a EB Serra da Gardunha (Fundão), a EB da Póvoa do Mileu e de São Miguel (ambas na Guarda), a EB nº2 de Pinhel, a EB de Tourais-Paranhos e a EB Dr. Abranches Ferrão (ambas em Seia) completam a lista. Segundo o despacho, os trabalhos de remoção do amianto vão decorrer ao abrigo de um programa que custará 60 milhões e será financiado por verbas comunitárias.

A medida tinha sido anunciada no início de junho como forma de aproveitar o encerramento dos estabelecimentos de ensino devido à pandemia da Covid-19. A utilização de fibras de amianto foi proibida no quadro normativo nacional em 2005 e, até agora, os investimentos na requalificação e modernização de escolas permitiram proceder gradualmente à remoção de parte deste material, que ainda não foi totalmente eliminado dos estabelecimentos de ensino. No ciclo de investimentos 2014-2020, «foi dada prioridade à remoção de materiais com amianto na sua composição presentes em escolas, o que permitiu proceder à substituição de mais de 440 mil metros quadrados de coberturas constituídas por placas de fibrocimento em mais de 200 escolas públicas do 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário», lê-se ainda.

A Quercus considera que a divulgação desta lista é um passo na erradicação desta substância em Portugal, mas insuficiente pois não cumpre toda a legislação porque não contempla a «totalidade» dos edifícios, equipamentos e infraestruturas públicas e privadas que contenham amianto.

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Sofia Craveiro

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