Região

Arbustos e pastagens na serra da Estrela afetados pelo aquecimento global

Escrito por Efigénia Marques

O aquecimento global tem impacto nas principais espécies de arbustos da serra da Estrela, bem como no crescimento das pastagens da região, concluiu o estudo liderado por investigadoras da Universidade de Coimbra (UC) “ESTRELA – Efeito do aquecimento global na diversidade e funcionamento dos ecossistemas alpinos da Serra da Estrela”, coordenado por Susana Rodríguez Echeverría, Cristina Nabais e Marta Correia, do Centro de Ecologia Funcional do Departamento de Ciências da Vida, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
O foco do estudo tem incidido nos anéis de crescimento do zimbro e do piorno, espécies típicas da alta montanha na Península Ibérica e que em Portugal aparecem quase exclusivamente na Serra da Estrela, segundo a Agência LUSA.
“O zimbro começa a crescer antes devido ao aumento de temperatura na primavera, enquanto o piorno não responde à temperatura da primavera, mas atrasa o fim do crescimento pelo aumento de temperatura no outono. Já o aumento da temperatura mínima no verão e a diminuição da precipitação no inverno têm um efeito negativo apenas no crescimento do zimbro”, informou Susana Rodríguez Echeverría.
O projeto ESTRELA tem como parceiro o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) da Câmara Municipal de Seia e conta com o apoio do Geoparque Estrela e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e é cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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Efigénia Marques

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