Especial Pinhel Publirreportagem

«A requalificação da Escola Secundária é o ponto alto dos investimentos que o município tem vindo a fazer na Educação»

Escrito por Jornal O INTERIOR

Rui Ventura, presidente da Câmara Municipal da Pinhel

P – 2020 tinha tudo para ser o ano de Pinhel, mas a pandemia veio comprometer as comemorações dos 250 anos da criação da Diocese e da Cidade de Pinhel, assim como o projeto “Cidade do Vinho”. O que ficou por fazer?
R – Infelizmente, muita coisa ficou por fazer. Com a chegada do novo vírus e com a declaração de pandemia, não tivemos outro remédio senão adiar ou cancelar a maioria das iniciativas que tínhamos agendado para este ano tão especial para Pinhel. Efetivamente, em 2020 assinalam-se os 250 anos da criação da Diocese de Pinhel e também os 250 anos da elevação de Pinhel a Cidade, uma efeméride que pretendíamos celebrar com pompa e circunstância, mas sobretudo com o envolvimento da população local e também com a participação daqueles que cada vez mais procuram Pinhel nas mais diversas alturas do ano. Tal não foi possível, pois tal como o resto do Mundo, tivemos de nos recolher, na expetativa de proteger os nossos e com a certeza de que a saúde e o bem-estar das pessoas está acima de quaisquer outros desígnios.

P – A 25 de agosto comemoram-se os 250 anos da elevação de Pinhel a cidade. Como vai ser?
R – Pinhel vai assinalar os 250 anos de elevação a Cidade no próximo dia 25 de agosto e vai fazê-lo com muito sentido de responsabilidade, ou seja, de uma forma mais contida mas muito sentida. A nível das Festas da Cidade, temos atividades culturais programadas para o período de 19 a 25 de agosto, em diferentes espaços da cidade (mas sempre ao ar livre), incluindo concertos de diversos géneros musicais, mas também teatro e poesia.
No Dia da Cidade, o Município vai inaugurar duas obras emblemáticas, duas obras de requalificação de espaços que já há muito pediam intervenção. Estou a referir-me à Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Pinhel e ao Parque Municipal da Trincheira.
A requalificação da Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Pinhel representa um investimento na ordem dos dois milhões e cem mil euros e, mais do que isso, representa o ponto alto dos investimentos que o Município de Pinhel tem vindo a fazer na área da Educação. Investimentos que passam pela melhoria dos equipamentos, mas também pela estreita colaboração com o Agrupamento de Escolas no sentido de fazer de Pinhel uma referência a nível de formação e ensino.
Aliás, não posso deixar de aproveitar para referir que os resultados dos Exames Nacionais, revelados no início do mês de agosto, mostram que as notas alcançadas pelos alunos de Pinhel estão acima da média nacional, o que é claramente algo que nos enche de orgulho.

P – E no que diz respeito ao Parque Municipal da Trincheira? Depois do Parque Urbano, Pinhel ganha mais um espaço verde renovado?
R – De facto. Há um ano atrás tivemos oportunidade de inaugurar o novo Parque Urbano, revitalizando uma área central da cidade. Este ano, inauguramos as obras de requalificação do Parque Municipal da Trincheira, um parque com mais de cem anos, que acompanhou o crescimento de várias gerações de famílias, mas que urgia revitalizar de modo a devolver-lhe a dignidade que teve em tempos, mas que, infelizmente, foi perdendo ao longo dos anos.
Mobilidade, funcionalidade e atratividade, são os pilares do projeto que foi implementado e que procura valorizar o espaço no seu todo. Também não posso deixar de referir a valorização da Bombarda, peça de artilharia do Século XV, associada às Tercenas de Pinhel, que tem sido um ex-libris do Parque e que, com as obras realizadas, continua a ocupar um lugar de destaque.

P – O vinho “Pinhel Cidade Falcão 1770-2020” será um ex-libris que fica destas comemorações?
R – O vinho “Pinhel Cidade Falcão 1770-2020” é muito mais do que a oferta oficial com que o Município pretende assinalar os 250 anos de elevação a cidade. Este vinho é, essencialmente, uma homenagem que o Município presta a todos os que trabalham a terra, contribuindo para o desenvolvimento do concelho, para a geração de riqueza, para o enriquecimento da paisagem e para levar o nome de Pinhel mais longe.
Cada garrafa de vinho produzido no nosso concelho é um postal de Pinhel, mas é também o fruto do trabalho de muitas pessoas, num processo que se inicia com os agricultores e que passa, por muitas outras pessoas, por famílias inteiras, por um concelho inteiro.
O setor primário tem muito significado na realidade e na vivência do concelho de Pinhel e o vinho é o maior expoente deste setor, é o produto mais representativo, é a cultura predominante
Acresce ainda que durante o ano de 2020, e por força da pandemia, durante o ano de 2021, Pinhel é Cidade do Vinho, tornando ainda mais oportuna a escolha do vinho para assinalar o ano.
Foi esta a motivação que levou a Câmara Municipal a adquirir um lote de vinho, cujas uvas foram colhidas na vindima de 2015, e a produzir um vinho único e irrepetível. Único porque foi concebido pelo Eng. Luís Ribeiro, enólogo da Adega Cooperativa de Pinhel, para ser um espelho da identidade do vinho de Pinhel, com a presença das suas castas mais tradicionais, nomeadamente do Rufete, que aliadas ao terroir do concelho, constroem a identidade e complexidade única do vinho. Irrepetível, porque só existem as garrafas que foram adquiridas à Adega Cooperativa (que aqui representa todos os produtores do concelho de Pinhel), não existindo mais nenhumas para além destas.
Portanto, para finalizar e responder diretamente à questão colocada, sim, o vinho “Pinhel Cidade Falcão 1770-2020” vai ser um dos “ex-libris” deste ano, mas é muito mais do que isso, é uma forma da Câmara Municipal homenagear todos os que, diariamente, contribuem para o desenvolvimento do concelho de Pinhel e para a construção deste território vinhateiro.

P – Excecionalmente, Pinhel vai ser “Cidade do Vinho” durante dois anos. O que está previsto para capitalizar esse estatuto?
R – Pinhel foi eleito, no dia 5 de julho de 2019, por voto direto dos municípios que integram a Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), Cidade do Vinho, para o ano de 2020.
Esta eleição, disputada juntamente com o Município de Silves, foi o resultado de uma candidatura composta por dezenas de iniciativas, que os municípios entenderam serem merecedoras da distinção Cidade do Vinho.
Não tendo sido possível, pela situação de saúde pública que vivemos, realizar as iniciativas que estavam previstas, a AMPV, por proposta da Direção e deliberação unânime da Assembleia Geral, sabendo do empenho e do mérito da candidatura apresentada, decidiu prolongar o título da Cidade do Vinho para o ano de 2021.
Sendo o programa inicial tão vasto em iniciativas, que vão desde as Galas de Abertura e de Encerramento, às ações de promoção de rua realizadas nas cidades de maior dimensão de Portugal e de algumas regiões autónomas de Espanha, às harmonizações ou recriações históricas, a nossa expectativa é que, durante o ano de 2021, possamos cumprir o plano de atividades inicialmente previsto, composto por mais de cinquenta iniciativas.

P – O que tem feito o Município para atrair turistas nesta altura do ano?
R – A qualificação de Pinhel como destino turístico é um trabalho que não se reduz à época de Verão, aliás, os meses de Verão são o momento de concretização e o culminar de uma estratégia que se define e projeta ao longo de todo o ano. Até porque é verdade que a afluência turística é superior durante os meses de Verão, mas também é verdade que existe uma presença de turistas significativa noutros períodos do ano.
Esta maior afluência tem sido o resultado da implementação de uma estratégia assente em vários pilares, tais como: a requalificação do espaço e do património edificado público, a valorização do património natural, a qualificação de recursos humanos e a existência de uma oferta cultural de qualidade, diversificada e que se desenvolve ao longo de todo o ano.
Dito de outra forma, quem nos conhece sabe que temos feito um enorme investimento na requalificação do espaço público, como é o caso da requalificação da Rua da República, do Largo Ministro Duarte Pacheco, do Largo da Igreja de São Luís e do Jardim 5 de outubro, tal como diversas outras intervenções realizadas nas diversas freguesias do concelho. Quem nos conhece sabe também que o concelho foi dotado de equipamentos como é o caso da Casa da Cultura que acolhe o Museu Municipal e o Museu José Manuel Soares, de um Posto de Turismo e de uma Loja de Produtos Endógenos, que a Muralha do Castelo de Pinhel foi totalmente requalificada, entre outras intervenções que também são relevantes deste ponto de vista como é o caso da construção das Piscinas Cobertas e Descobertas, do Estádio Municipal, do Parque Urbano, entre outros.
Mas quem nos visita sabe também a enorme preocupação que o Município de Pinhel tem tido com a preservação e valorização do seu património natural. No concelho existem diversos cursos de água, entre os quais se destacam os dois cursos de água que limitam o concelho a Oeste e a Este, respetivamente a ribeira do Massueime e o rio Côa, que cortam abruptamente o planalto, formando vales encaixados onde poderão ser observados alguns exemplares protegidos de fauna e flora.
Pinhel integra ainda, na parte mais a norte do concelho, o Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde se situam gravuras e pinturas rupestres sobre granito que estão classificadas, pela Unesco, desde 1998, como Património da Humanidade.
Outro dos fatores decisivos para a captação de turistas é a existência de uma oferta cultural diversificada e de muita qualidade que é disponibilizada ao longo de todo o ano. Como aconteceu em todo em país e de resto por todo o mundo, também nós interrompemos em meados do mês de março, a nossa programação cultural, tendo em conta a necessidade de recolhimento, mas estamos, desde o inicio do mês de junho, com os espaços culturais e turísticos em funcionamento, com atividades culturais a decorrer, pensadas e organizadas para um número mais restrito de pessoas e cumprindo, escrupulosamente, as orientações da Direção Geral de Saúde.
E neste tempo em que todos tivemos de nos reinventar, temos tido a satisfação de ter iniciativas a conquistar o público, como por exemplo as Visitas Encenadas ao Centro Histórico, as Provas de Vinho Comentadas, as Quartas-Feiras no Coreto, as atividades culturais descentralizadas nas Freguesias ou os Passeios Noturnos pelo Património, entre outras.

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