Política

Marcelo tenta travar desconfinamento alargado

Escrito por Luís Martins

O Presidente da República tentou ontem sensibilizar o primeiro-ministro para os riscos de um desconfinamento demasiado alargado, antes da Páscoa. Segundo o jornal “Expresso”, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa jantaram juntos esta quarta-feira e o Presidente tentou travar a reabertura generalizada das atividades económicas, em especial, do comércio.

O semanário diz que António Costa não deu como fechada nenhuma medida do plano de desconfinamento, tendo ficado apenas relativamente estabilizado que as creches, o pré-escolar e possivelmente o primeiro ciclo, deverão abrir. Mas Marcelo frisou o risco de abrir atividades como o comércio antes da Páscoa, por considerar ser difícil voltar a encerrá-las pela altura desta celebração.

Segundo o “Expresso”, o Presidente preferia um plano de desconfinamento apenas com um horizonte de três meses, em vez de seis, uma vez que está preocupado com o aumento das transmissões, o atraso da vacinação e a maior movimentação das pessoas verificada nos últimos dias. O Governo apresenta esta quinta-feira o plano de desconfinamento no final da reunião do Conselho de Ministros e depois da Assembleia da Republicar votar a proposta de decreto presidencial para a renovação do estado de emergência a partir de 17 de março.

O que já se sabe é que será gradual, diferenciado em termos de abertura de atividades e flexível em função de indicadores de risco. É também dado como provável a reabertura de creches e de estabelecimentos do pré-escolar no início da próxima semana.

Num comunicado conjunto dos ministérios da Educação, do Trabalho e da Solidariedade e Segurança Social, visando preparar essa abertura, o Governo adiantou que irá realizar testagem para a covid-19 «em todos os estabelecimentos de ensino e de apoio à infância», visando um regresso «mais seguro» às aulas presenciais.

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Luís Martins

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