Política

Governo mantém restrições e prevê confinamento até março

Escrito por Luís Martins

As restrições de circulação e de funcionamento do comércio decretadas desde meados de janeiro vão continuar em vigor, anunciou o primeiro-ministro esta quinta-feira.

No final do Conselho de Ministros, António Costa sublinhou que o confinamento geral da população está «a produzir resultados», pelo que é «merecido um agradecimento aos portugueses». «Temos vindo a travar crescimento novos casos» e há uma «diminuição acentuada do risco de transmissibilidade», referiu o chefe do Governo, que, contudo, alertou que a situação «continua extremamente grave».

«Temos que manter o atual nível de confinamento nos próximos 15 dias e provavelmente durante o mês de março», acrescentou o primeiro-ministro, avisando que «ninguém deve tomar estes bons resultados como sendo suficientes para aligeirara as medidas». Isto porque se mantém um «elevadíssimo número de óbitos diários», que são «absolutamente inaceitáveis», e a pressão sobre os serviços de saúde.

Por outro lado, António Costa justificou a manutenção das restrições com a existência de «dois novos riscos». O primeiro-ministro é que se verifica uma redução «muito significativa» do número de vacinas disponíveis no primeiro trimestre: «Em vez das 4,4 milhões contratadas pela União Europeia, só iremos receber 1,9 milhões. Logo, a nossa capacidade de vacinação é de metade do contratado», disse o chefe do Executivo, adiantando que «não há nenhum atraso nacional, há um atraso na produção».

O segundo fator de risco é a multiplicação das variantes do vírus que exigem «cuidado redobrado». Por isso, o primeiro-ministro reiterou que é «extremamente prematuro» e «muito cedo» para falar em medidas de desconfinamento. «Faltam várias semanas para que esse debate possa ocorrer e estamos longe de conseguir atingir níveis de segurança», considerou António Costa.

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