Calamidade

Vivemos momentos complexos e de extraordinárias dificuldades, temos de apelar ao sentido cívico de todos

Tempos estranhos e difíceis os que vivemos. Mas também tempos de celebrar. Celebrar a solidariedade, o esforço de todos, o valor e coragem dos que por estes dias continuam a trabalhar nos hospitais, nos supermercados, nas farmácias, nos correios, nas bombas de gasolina, nos transportes, nos bombeiros, nos serviços de segurança, nos serviços mínimos, na comunicação social…

Esta deveria ser a edição do 20º Aniversário de O INTERIOR.

Duas décadas de afirmação e dedicação à região, de trabalho por uma comunidade mais esclarecida, mais rica culturalmente, mais interventiva civicamente. O jornal O INTERIOR nasceu em 2000 para “dar vida ao interior”.

O contexto de pandemia e dúvidas em que vivemos, entre o medo e a incerteza, levam o país a um estado de calamidade em que tudo fica em suspenso. Optimistamente em suspenso. Assim, suspendemos a edição do 20º Aniversário (mas, porque isso já estava decidido, regressamos esta semana ao formato tabloide e passamos a estar nas bancas um dia mais cedo). Porque acreditamos que “tudo vai correr bem”, em maio voltaremos ao assunto para brindarmos os nossos leitores com renovada esperança no futuro, recuperando alguns dos momentos relevantes da nossa memória, do nosso património de afetos e da nossa história.

Entretanto, e como muito bem recordou o diretor do diário “Público”, enquanto vivemos momentos complexos e de extraordinárias dificuldades, temos de apelar ao sentido cívico de todos. Com muitos quiosques e postos de venda encerrados (e os que continuam estoicamente abertos para que as pessoas possam continuar a comprar informação e lazer, também são heróis por estes dias), quase sem receitas publicitárias e sem outros apoios, a imprensa conta apenas com os seus leitores. Consigo.

Por isso, também nós n’O INTERIOR, que hoje devíamos estar a celebrar 20 anos, estamos a celebrar a nossa determinação e entrega ao serviço público, para continuarmos a informá-lo. «Um jornal e o jornalismo só o são plenamente se orientado pelo espírito de serviço público (…) a defesa da democracia, do estado de direito, da liberdade de expressão ou da tolerância à necessidade de escrutinar os poderes para evitar abusos e defender os cidadãos». Deixamos-lhe um apelo, faça-se assinante de O INTERIOR, compre jornais. Receba em casa toda a informação, todas as notícias da região (os assinantes que não tenham renovado ainda a sua assinatura irão continuar a receber o jornal nas próximas semanas podendo pagar a assinatura após o fim do estado de emergência atual). Seja parte do processo de resistência e resiliência em que vivemos. Contribua para uma sociedade mais informada e plural. Viva connosco o renascer. Ler jornais é saber mais, e representa muito mais do que o acesso a notícias ou opinião, representa o seu compromisso com o jornalismo independente e plural que nos distingue, e é determinante nestes momentos em prol de uma sociedade livre e democrática (entretanto continuamos a disponibilizar gratuitamente toda informação e todos os conteúdos em ointerior.pt, o maior site de notícias da Beira Interior).

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Sobre o autor

Luís Baptista-Martins

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