A canção do pai das cantigas – o pátio do tirano de Lisboa

O primeiro-ministro António Costa, também conhecido como Grande Lido, Pai dos Fogos, ou Camarada Costaline, está cada vez mais parecido com as personagens de Vasco Santana nas comédias da era de ouro do cinema português.

E não me refiro à sua rotunda imagem, porque há metabolismos complicados e nem todos temos a força de vontade de uma tal Helena Coelho do Instagram. Além disso, não é justo importunar pessoas como o primeiro-ministro só porque comprámos uma “t-shirt” 3XL para andar mais à vontade dentro de casa. O facto de sermos ambos badochas prova que esta crónica não pode ser considerada discurso de ódio.

De uma coisa estou certo – esta crónica não provocará um manifesto de 67 personalidades a protestar contra a sua publicação e a pedir o seu cancelamento. Primeiro, porque não tenta branquear o primeiro-ministro. Segundo, porque não há 67 pessoas que a leiam.
Requerendo ao ledor remissão por tergiversar e pela serventia de fragosos vocábulos, reatemos a tese do parágrafo inaugural.
As parecenças do Camarada Costaline com as personagens dos filmes portugueses da década de 1930 e 1940 são cada vez mais nítidas.
Costa é Narciso – nome justamente denotativo – que grita “Ó Evaristo, tens cá disto?” ao ministro das Finanças holandês, insultando-o ao mesmo tempo que espera que este lhe atire umas notas.

É mestre Santana – que dirige um grupo de amadores – a dissimular as verdadeiras intenções de Chicorbán, numa comédia de enganos, que tem como centro da narrativa um bando de pobres a fingir que são ricos.
É o Vasco – cábula e mentiroso – que engana as tias de Bruxelas, e que se coliga com os alfaitezinhos lisboetas que querem é “comer o dinheiro às velhotas”, alemãs ou dinamarquesas. E como Vasco, Costa tem o seu séquito de admiradores. Vasco espanta as tias por saber o que é o mastoideu, o Querido Líder “até sabe o que é que o Macron deu”.

* O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

Sobre o autor

Nuno Amaral Jerónimo

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